Felix Rosenqvist e Will Power cobraram uma revisão na regra da bandeira azul da Indy depois do GP de Portland. A norma atual apenas alerta o piloto que está prestes a tomar uma volta, sem obrigá-lo a abrir passagem para os carros que disputam as primeiras posições.
Segundo os dois pilotos, a situação prejudica a corrida ao permitir que líderes percam tempo relevante no tráfego. Rosenqvist terminou a prova em segundo, atrás de Álex Palou, enquanto Power completou o pódio em terceiro.
Rosenqvist reclama de tempo perdido com retardatários
Rosenqvist reconheceu que Palou foi superior em Portland e que não teria vencido a corrida. Ainda assim, o sueco afirmou que o impacto de retardatários no ritmo dos líderes precisa ser debatido pela categoria.
Para o piloto da Meyer Shank Racing, perder vários segundos atrás de carros que estão uma volta atrás transforma uma disputa esportiva em uma situação desnecessariamente frustrante.
“Sem querer parecer ressentido, não que eu teria vencido a corrida de qualquer maneira, mas acho que está na hora de nós, como categoria, amadurecermos e acabarmos com essa situação dos retardatários”, declarou Rosenqvist.
“Você trabalha duro e, de repente, perde 5s atrás de um retardatário. Não acho que isso seja certo. Não acho que ninguém queira ver isso”, completou.
A bandeira azul é usada em campeonatos de diferentes maneiras. Em categorias nas quais há obrigação de ceder passagem, o retardatário precisa facilitar a ultrapassagem sob risco de punição. Na Indy, porém, a sinalização funciona como aviso, preservando a liberdade de disputa de quem ainda está na mesma volta ou cumpre sua própria corrida.
Power chama regra da Indy de ultrapassada
Will Power concordou com Rosenqvist e classificou como antiquada a manutenção da regra. O australiano foi prejudicado por Sting Ray Robb quando liderava a corrida, na volta anterior à sua parada nos boxes.
Power também admitiu que desobedeceu a uma ordem da equipe para parar uma volta antes, decisão que teria evitado o encontro com os retardatários. Ainda assim, sustentou que o regulamento precisa evoluir.
“Eu falo isso há anos. É meio ridículo termos uma regra dos anos 1970 em vigor. Sempre fizemos assim, mas é um pouco diferente agora”, criticou Power.
O piloto da Andretti Global sugeriu que os competidores discutam um acordo informal caso a Indy não mude a regulamentação. A ideia seria criar um entendimento entre os pilotos para que retardatários não atrapalhem diretamente a batalha pela vitória.
“Se a Indy não fizer nada, acho que todos os pilotos deveriam se reunir e fazer um acordo de cavalheiros”, afirmou.
Debate sobre bandeira azul volta após Portland
O tema não é novo no paddock da Indy. A categoria valoriza disputas intensas e historicamente evita regras que limitem demais a condução dos pilotos, mas a evolução do nível competitivo e a importância da estratégia ampliaram o peso do tráfego nas corridas.
Em Portland, a gestão dos retardatários foi especialmente relevante em uma prova de 110 voltas. Mesmo com o descontentamento de Rosenqvist e Power, ambos demonstraram pouca expectativa de uma alteração imediata.
“Nada vai acontecer”, resumiu Rosenqvist ao ser questionado sobre uma discussão para a pré-temporada.
“É a mesma discussão todos os anos”, concluiu Power.
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