A montadora norte-americana Ford admitiu publicamente que estuda a possibilidade de retornar à Indy como fornecedora de motores no futuro. Em declarações recentes, o diretor global de automobilismo da marca do oval azul, Mark Rushbrook, revelou que a categoria de monopostos dos Estados Unidos permanece sob constante avaliação dentro do planejamento estratégico esportivo de cinco anos da fabricante, abrindo caminho para quebrar o duopólio técnico vigente no certame.
A manifestação da marca ocorre em um momento decisivo para a categoria gerida por Roger Penske, que desde a aquisição da IndyCar em 2020 busca atrair uma terceira montadora para dividir a produção de motores com Chevrolet e Honda. Atualmente, as duas fabricantes operam no teto de sua capacidade operacional, o que tem limitado o grid das 500 Milhas de Indianápolis a apenas 33 carros inscritos e inviabilizado o clássico drama do Bump Day, como se repetiu na edição de 2026.
Ciclo de regras de 2028 no radar da fabricante americana
O horizonte técnico da Indy favorece um possível ingresso, já que a categoria prepara a introdução de uma geração totalmente nova de carros combinada a um inédito regulamento de unidades de potência a partir de 2028.
Rushbrook detalhou a postura analítica da companhia em relação ao cenário esportivo dos monopostos norte-americanos.
“Corremos em quase todo lugar, mas analisamos constantemente nosso plano de cinco anos para futuras participações e avaliamos de forma contínua todas as categorias — incluindo a Indy”, reconheceu o dirigente da Ford.
“O fato de estarmos ausentes nesse instante apenas mostra que, até agora, não era o momento certo. No entanto, isso não significa que continuará assim”, encerrou.
Demanda por terceira montadora pressiona grid em Indianápolis
O interesse público da montadora de Detroit surge como um alívio para as equipes independentes que enfrentam custos elevados de leasing e escassez de pacotes mecânicos para expandir suas operações.
A entrada de uma terceira fabricante não apenas garantiria maior diversidade técnica nas pistas como também viabilizaria a expansão do grid tradicional de Indianápolis para mais de 35 inscrições com desclassificações nos treinos decisivos.
Com programas consolidados na NASCAR, no WEC e com o recente motor vitorioso da Red Bull na Fórmula 1, a Ford segue atenta às definições dos motores híbridos de 2028 da Indy para bater o martelo.
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