O brasileiro Caio Collet, da AJ Foyt Racing, lamentou o acidente na largada do GP de Indianápolis, disputado neste sábado (9) no circuito misto de Indianápolis, após conquistar sua melhor posição de largada na IndyCar. Collet saiu em 12º, foi envolvido no caos da primeira curva, teve o carro danificado e terminou apenas em 19º, explicando que o ritmo ficou “muito afetado” pelo impacto.
Melhor classificação na Indy virou corrida de sobrevivência
O fim de semana começou com sinais positivos para Collet. O brasileiro avançou pela primeira vez ao Q2 e garantiu a 12ª posição no grid, seu melhor resultado em classificação desde a estreia na categoria.
Mas a corrida mudou de rumo logo na largada. Pato O’Ward foi tocado por Felix Rosenqvist na primeira curva e rodou na frente do pelotão, provocando um efeito cascata que envolveu vários carros.
Toque com Dixon danificou carro e comprometeu prova
Entre os pilotos afetados estavam Rinus VeeKay, Scott Dixon e Collet. O brasileiro e Dixon se chocaram com mais força, causando a primeira bandeira amarela da prova.
Collet conseguiu retornar aos boxes para trocar a asa dianteira, mas o carro já estava comprometido estruturalmente.
“O carro entortou bastante depois da batida na primeira volta e ficamos muito prejudicados. Depois disso, o objetivo foi acabar a prova porque o ritmo foi muito afetado”, declarou.
Corrida caótica ainda teve novo susto e pit-stop lento
Mesmo com o carro danificado, Collet seguiu na prova e ainda escapou de outro acidente forte, quando Sting Ray Robb rodou na curva 13, tocou em O’Ward e voltou para o meio da pista.
Na sequência, Kyffin Simpson atingiu o carro de Robb, e Rosenqvist chegou a decolar sobre o monoposto de Simpson. Collet e Álex Palou precisaram desviar pela grama para evitar o pior.
O brasileiro chegou a aparecer entre os dez primeiros em uma prova marcada por três amarelas no primeiro terço, mas um pit-stop lento o jogou para trás até o 19º lugar final.
Collet vê evolução apesar do resultado frustrante
Apesar da frustração, Collet destacou o lado positivo do fim de semana: avanço no treino classificatório, bom ritmo em treinos e sinais de progresso com a equipe.
“O final de semana foi positivo, tivemos nosso primeiro Q2 e bom desempenho nos treinos. Ainda preciso aprimorar alguns detalhes de comunicação com a equipe, mas estamos no caminho certo”, afirmou.
Agora, o foco passa para as 500 Milhas de Indianápolis, principal evento do ano para a Indy.
“Tivemos muitas coisas positivas, agora enfrentamos o mês mais importante da temporada e vamos trabalhar para conseguir um bom resultado nas 500 Milhas de Indianápolis”, completou.
Para novatos, sobreviver ao caos também conta
Em pistas mistas da Indy, largadas em pelotão compacto costumam ser um dos maiores desafios para novatos, especialmente em curvas de baixa velocidade como a primeira perna de Indianápolis. Estar no lugar errado em um efeito dominó pode arruinar uma corrida promissora sem que o piloto tenha responsabilidade direta.
Para Collet, o saldo esportivo vai além do 19º lugar: o primeiro Q2 e a melhor largada mostram evolução real. A missão agora é transformar esse progresso em resultado no oval mais importante do calendário.
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