A Porsche revelou que a criação de um segundo time oficial na Fórmula E, prevista para a temporada 2026/27, não exigirá investimento adicional. Florian Modlinger, responsável pelo programa da marca alemã na categoria, classificou a expansão como “neutra em custos”, sustentada por uma reorganização estratégica dos recursos já disponíveis.
O anúncio, feito em novembro de 2025, surpreendeu o paddock. A Porsche já é o fabricante com maior presença no grid da Fórmula E: além de sua equipe oficial, fornece trem de força para Andretti e Cupra Kiro, somando seis carros em pista.
Com a chegada da era Gen4 na temporada 2026/27, esse total de seis carros será mantido. A mudança está na gestão: quatro deles passarão a ser operados diretamente pela estrutura alemã, enquanto a Cupra Kiro deve continuar com duas entradas de forma autônoma. A Andretti, por sua vez, deve migrar para outro fornecedor após desgastes no relacionamento com a Porsche.
Redistribuição de recursos e vantagens estratégicas
Modlinger foi direto ao explicar a lógica financeira por trás da decisão. Segundo ele, os recursos antes destinados ao suporte das equipes clientes serão realocados para sustentar a operação ampliada da fábrica.
“Temos uma orientação clara do conselho, que aceitamos: a segunda equipe precisa ser neutra em custos. Isso significa que não haverá verba adicional. O restante depende de como estruturamos o projeto”, declarou ao Motorsport.com.
“Não vamos aumentar o número de carros. Temos seis hoje e teremos seis no futuro. Vamos simplesmente reorganizar os recursos que hoje sustentam os clientes, liberá-los e aplicá-los de outra forma. Os detalhes ainda estão em fase de planejamento”, acrescentou.
Além da eficiência financeira, a Porsche enxerga ganhos esportivos concretos na ampliação do controle direto sobre quatro carros. Para Modlinger, a estrutura ampliada abre espaço para o desenvolvimento de novos talentos, tanto no cockpit quanto nas áreas técnicas.
“Ter quatro carros nos dá a oportunidade de desenvolver talentos, seja entre pilotos, engenheiros ou mecânicos. Na Fórmula E, é difícil para estreantes entregarem resultados expressivos já na primeira temporada. Essa segunda equipe cria mais oportunidades para jovens, além de abrir portas para novos parceiros e patrocinadores”, concluiu.
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