Edoardo Mortara (Mahindra) faturou a pole position para a primeira corrida do eP de Berlim de Fórmula E neste sábado, 2 de maio de 2026. O suíço bateu o favorito da casa, Pascal Wehrlein (Porsche), na final dos duelos, garantindo sua terceira posição de honra na temporada. A sessão classificatória, realizada no icônico traçado do aeroporto de Tempelhof, foi marcada pelo domínio da Mahindra em solo alemão e pela sólida performance do brasileiro Felipe Drugovich (Andretti), que avançou à fase final e larga em oitavo.
Mortara estraga festa da Porsche em Tempelhof
A disputa pela pole foi decidida nos milésimos. Edoardo Mortara anotou o tempo de 56s986, sendo apenas 0s156 mais veloz que Pascal Wehrlein. O resultado foi um “balde de água fria” para a Porsche, que comemora 75 anos de história no automobilismo e esperava celebrar a pole com seu piloto alemão diante da torcida local.
O suíço da Mahindra demonstrou maestria no gerenciamento de energia e pneus ao longo de todos os duelos eliminatórios. Na semifinal, Mortara já havia despachado Dan Ticktum (Cupra Kiro), enquanto Wehrlein superou o atual campeão Oliver Rowland (Nissan), que larga na terceira posição.
Felipe Drugovich se destaca nos duelos
O brasileiro Felipe Drugovich manteve o bom ritmo demonstrado nos treinos livres e avançou para a fase de mata-mata da classificação. O piloto da Andretti ficou com o segundo lugar em seu grupo, mas acabou eliminado nas quartas de final em um confronto direto contra Rowland.
Mesmo com a eliminação, o oitavo lugar no grid coloca o paranaense em ótima posição para brigar por pontos importantes na corrida 1. Já o veterano Lucas di Grassi (Lola Yamaha) não teve a mesma sorte: o brasileiro tocou no muro durante a fase de grupos e larga apenas na 19ª posição.
O “Rei de Berlim” e o peso histórico de Tempelhof
Edoardo Mortara reafirma seu status de especialista no asfalto abrasivo de Berlim. Com esta marca, ele agora soma quatro poles no circuito alemão, igualando o recorde histórico da categoria. A pista, construída sobre as antigas pistas de táxi do aeroporto, exige um estilo de pilotagem técnico que pune severamente o desgaste excessivo dos pneus Hankook.

O contexto atual da Fórmula E mostra um equilíbrio raro. Enquanto as equipes de fábrica como Jaguar e Porsche costumam dominar o cenário, a Mahindra encontrou um acerto “mágico” para o asfalto de concreto de Berlim, prometendo uma corrida de estratégia intensa e muitas ultrapassagens no final da manhã deste sábado.
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