A Fórmula E pretende ampliar ainda mais sua presença global na era Gen4, mas deixou claro que Itália e Índia são hoje as principais prioridades para o retorno de etapas ao calendário. A declaração foi feita por Alberto Longo, cofundador da categoria e responsável pelo departamento de calendários, após a divulgação da temporada 2026/27, que contará com um recorde de 21 corridas em 13 sedes.
Mesmo próxima do limite regulamentar de 22 provas por temporada, a categoria segue trabalhando para recuperar mercados considerados estratégicos, impulsionada pelo crescente interesse internacional em receber um ePrix.
Itália e Índia lideram os planos de expansão
Segundo Alberto Longo, a Fórmula E acredita que o calendário atual contempla praticamente todos os objetivos traçados para a nova era, mas reconhece que ainda existem duas ausências importantes.
“Avaliando nossas prioridades, temos praticamente tudo o que desejávamos neste momento, com exceção da Índia e da Itália, dois mercados onde sentimos uma enorme paixão pela categoria”, afirmou.
O dirigente destacou ainda que o retorno aos dois países é frequentemente solicitado pelos fãs e confirmou que negociações seguem em andamento.
“Recebemos constantemente mensagens dos torcedores pedindo nossa volta. Estamos trabalhando para tornar isso realidade.”
Era Gen4 impulsiona mudanças no calendário
A temporada 2026/27 marcará oficialmente o início da era Gen4, que contará com carros mais rápidos, potentes e tecnologicamente avançados.
Com o aumento de desempenho dos novos monopostos, a Fórmula E tem migrado gradualmente de circuitos urbanos mais estreitos para traçados permanentes capazes de acomodar melhor a nova geração dos carros.
Entre as novidades do calendário estão:
- Estreia em Zandvoort, nos Países Baixos;
- Segunda etapa nos Estados Unidos, no Circuito das Américas (COTA);
- Retorno de Brands Hatch, substituindo a ExCel Arena como sede do ePrix de Londres;
- Duas corridas tanto nos Estados Unidos quanto na China, com etapas em Austin, Sanya e Xangai.
Categoria registra interesse crescente ao redor do mundo
Além das prioridades atuais, Longo afirmou que a Fórmula E vive um dos momentos de maior procura por parte de governos e organizadores interessados em sediar etapas.
Segundo ele, países do leste asiático têm demonstrado grande interesse em utilizar a categoria como vitrine para projetos ligados à mobilidade elétrica e à sustentabilidade.
“O interesse em receber uma corrida da Fórmula E está mais alto do que nunca. Diversos países enxergam a categoria como uma plataforma importante para promover a mobilidade elétrica”, destacou.
A Tailândia é um dos mercados que já manifestaram publicamente o desejo de integrar o calendário nos próximos anos.
Histórico reforça importância dos dois mercados
A Índia recebeu apenas uma corrida da Fórmula E, disputada em Hyderabad, em 2023. Apesar do sucesso esportivo da etapa, questões políticas locais impediram a renovação do contrato.
Já a Itália possui uma relação consolidada com a categoria. Entre 2018 e 2023, Roma recebeu oito ePrix, enquanto Misano sediou a rodada dupla de despedida em 2024, última aparição do país no calendário até o momento.
Com o crescimento contínuo da Fórmula E e a expansão proporcionada pela era Gen4, o retorno dos dois mercados aparece como um dos principais objetivos da organização para as próximas temporadas.
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