O brasileiro Felipe Drugovich, da Andretti, revelou após o eP de Berlim 2, onde terminou em 9º e marcou seus primeiros pontos na Fórmula E 2025/26, que a principal dificuldade do time está no desempenho quando o carro utiliza tração integral. Segundo ele, o problema impede a equipe de converter o bom ritmo de classificação em resultados consistentes nas corridas.
Diferença de performance entre modos de tração
Drugovich explicou que a Andretti tem mostrado velocidade especialmente na fase de grupos das classificações, quando o carro opera em tração traseira, mas perde competitividade quando passa a usar tração integral.
“O ritmo de classificação tem sido muito bom… com tração traseira. Com tração integral, temos enfrentado bastante dificuldade como equipe, não sabemos exatamente o que está acontecendo”, disse.
Para o brasileiro, o cenário se repetiu em 2026 e virou um padrão que a equipe ainda não conseguiu entender.
Corridas exigem leitura estratégica e execução
Na avaliação de Drugovich, o impacto do problema fica ainda mais evidente durante as provas, quando as variações de energia e as mudanças de modo de tração entram no centro da estratégia.
O piloto foi direto ao descrever a consequência prática da limitação.
“Nas corridas, tem sido sempre um desastre neste ano”, afirmou, ao explicar por que tem perdido posições mesmo largando mais à frente.
Tempelhof amplifica imprevisibilidade da Fórmula E
Drugovich também destacou que o circuito do Aeroporto de Tempelhof costuma embaralhar o pelotão, com grande variação entre posição de largada e chegada.
“É uma pista onde isso acontece muito: quem larga atrás vem para frente, e quem larga na frente vai para trás”, analisou.
Ainda assim, o brasileiro considerou que a Andretti “sobreviveu” ao caos de Berlim e tirou o máximo possível do pacote no domingo.
Tração integral virou ponto sensível na Gen3 Evo
Na era Gen3 Evo, a Fórmula E elevou a complexidade técnica ao ampliar o papel da tração integral em momentos específicos, aumentando a exigência de calibração de software, entrega de torque e gerenciamento de pneus/energia.
Quando uma equipe não encontra a janela ideal nesse modo, o efeito aparece justamente onde a Fórmula E mais pune: na fase de ataque e defesa em pelotão, quando cada retomada de potência e cada percentual de energia contam para manter posição — ou perder várias de uma vez.
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