O Tribunal Judicial de Paris emitiu sua primeira decisão em resposta à ação movida por Laura Villars, piloto francesa que tentou se candidatar à presidência da FIA, mas não teve sua candidatura aceita. O juiz não suspendeu a próxima eleição nem tomou qualquer decisão antecipada sobre o resultado do pleito, mas determinou que será necessário um julgamento de mérito para analisar a “questão substantiva” levantada, sem dar razão, por ora, a nenhuma das partes.
Na prática, o tribunal reconhece que há pontos a serem esclarecidos sobre o processo eleitoral da entidade e encaminha o caso para ser analisado por juízes competentes em uma nova fase.
Villars havia anunciado sua intenção de concorrer para suceder Mohammed Ben Sulayem na eleição quadrienal que define o presidente da FIA. No entanto, devido aos critérios exigidos para a apresentação de uma lista, o atual mandatário acabou ficando sem adversários na disputa.
Além de Laura Villars, Tim Mayer e Virginie Philippot também acabaram fora da disputa, alegando não conseguir cumprir todos os requisitos necessários para formalizar suas candidaturas.
Com isso, Ben Sulayem aparece como candidato único para o novo mandato.
Nesta etapa do processo, a Justiça francesa decidiu pela abertura de um julgamento “contra a FIA perante os juízes de mérito” a partir de 16 de fevereiro de 2026. É nesse momento que serão discutidas, em profundidade, as alegadas irregularidades no sistema eleitoral da federação.
Enquanto isso, a eleição presidencial segue confirmada para 12 de dezembro, em Tashkent, no Uzbequistão, em paralelo à Assembleia Geral Anual da FIA. Nessa configuração, Ben Sulayem deve ser automaticamente reeleito para um segundo mandato.
Posteriormente, porém, o julgamento poderá questionar a validade dessa reeleição e até mesmo anulá-la, caso os juízes assim entendam. Esse cenário, por enquanto, é tratado apenas como uma hipótese jurídica, sem qualquer decisão antecipada.
Laura Villars e sua equipe jurídica apontam uma série de problemas no processo eleitoral da FIA, incluindo: Impossibilidade prática de apresentar uma lista alternativa à de Ben Sulayem; Situação inédita de haver apenas um candidato elegível para a região da América do Sul; Falta de transparência e clareza no funcionamento do Comitê de Nomeações; e Dúvidas sobre a conformidade dos procedimentos eleitorais com os princípios de governança, democracia e integridade que a própria FIA afirma adotar.
Em comunicado após a decisão do Tribunal de Paris, Villars afirmou que age “pela credibilidade, justiça e integridade do esporte a motor internacional”. Ela também destacou que pretende “prosseguir essa luta perante os juízes a fim de garantir um processo eleitoral em conformidade com os padrões de governança esperados de uma organização internacional”.
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