A FIA espera que os Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi sejam realizados conforme o calendário original da Fórmula 1 em 2026, segundo declaração do presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, nesta terça-feira (20). A posição mantém o plano de encerrar a temporada no Oriente Médio, apesar das tensões geopolíticas e das preocupações com a segurança na região.
A etapa do Catar está programada para 27 a 29 de novembro, no Circuito Internacional de Lusail. Na semana seguinte, de 4 a 6 de dezembro, Abu Dhabi recebe a última corrida do campeonato, no circuito de Yas Marina. Até o momento, as duas provas permanecem previstas no calendário.
A declaração de Ben Sulayem reforça a posição defendida pela Fórmula 1 nas últimas semanas: seguir com o planejamento original enquanto as condições permitirem. A realização dos eventos, porém, depende da avaliação contínua da situação regional e das garantias de segurança para pilotos, equipes, funcionários e público.
Segurança continua no centro das decisões
O cenário exige cautela porque a temporada de 2026 já sofreu alterações por causa do conflito no Oriente Médio. Os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, previstos originalmente para abril, foram cancelados diante da escalada das hostilidades. A situação também levou a categoria a estudar alternativas para as etapas finais do campeonato.
Ben Sulayem afirmou que não levaria a Fórmula 1 a um local que considerasse inseguro. A mensagem indica confiança na realização das provas, mas não elimina a necessidade de monitoramento da situação e de eventuais mudanças caso os riscos aumentem.
A decisão envolve mais do que a organização das corridas. A logística internacional de transporte de carros, equipamentos e pessoal exige planejamento antecipado, especialmente quando as etapas estão próximas do encerramento do campeonato.
Imola permanece como alternativa de contingência
Embora o plano principal seja manter as corridas no Oriente Médio, a Fórmula 1 também preparou uma alternativa na Europa. O Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Imola, na Itália, recebeu autorização para avançar com preparativos que permitiriam sediar uma etapa caso o calendário precisasse ser alterado.
A preparação de Imola não significa que a mudança esteja confirmada. A opção funciona como um plano de contingência para reduzir os impactos de uma eventual decisão tardia e garantir que a temporada termine com uma programação definida.
A necessidade de manter uma alternativa reflete a complexidade da operação. Uma troca de país e circuito envolve contratos, transporte de equipamentos, estrutura das equipes e organização de viagens em um período já apertado do calendário.
Um encerramento importante para a temporada de 2026
O Catar e Abu Dhabi ocupam posições estratégicas no calendário da Fórmula 1. Lusail recebe a categoria desde 2021, enquanto Yas Marina se consolidou como palco do encerramento da temporada e de decisões importantes de campeonato.
Abu Dhabi ganhou destaque histórico por sediar a decisão do título de 2021, quando Max Verstappen conquistou seu primeiro campeonato mundial em uma disputa memorável com Lewis Hamilton. O circuito também costuma receber a última etapa do ano, concentrando a atenção de equipes, pilotos e torcedores.
Em 2026, a realização das duas provas é relevante tanto para a conclusão esportiva do campeonato quanto para a estabilidade logística e comercial da categoria. A FIA e a Fórmula 1, portanto, precisam equilibrar o compromisso com o calendário e a responsabilidade de garantir condições adequadas para todos os envolvidos.
Por enquanto, a expectativa oficial é manter as corridas do Catar e de Abu Dhabi nas datas previstas. A confirmação definitiva continuará condicionada à evolução do cenário regional e às avaliações de segurança das entidades responsáveis.
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