A Alpine criticou a punição aplicada a Pierre Gasly no GP de Mônaco, disputado no último fim de semana, e cobrou uma revisão da FIA por entender que o francês não infringiu corretamente a regra de velocidade nos boxes. A reação veio após a equipe ver um resultado de pódio escapar por causa do acréscimo de tempo imposto ao piloto no Principado.
Alpine questiona decisão da FIA
O principal porta-voz da insatisfação foi Flavio Briatore, dirigente da Alpine, que sustentou que a equipe não concorda com a leitura feita pela direção de prova.
“Depois de uma ótima largada de Pierre, que nos colocou em sétimo lugar, a corrida parecia promissora. Apesar da ótima retomada após a bandeira vermelha e de Pierre ter terminado em terceiro na classificação geral, vimos o resultado ser anulado por duas punições, com as quais discordamos completamente”, afirmou Flavio Briatore.
A fala reforça a linha de defesa da equipe: a de que Gasly teria seguido os procedimentos previstos e que a penalidade não refletiu corretamente o que aconteceu no pit-lane.
Caso de Gasly ampliou debate sobre os sensores
A insatisfação da Alpine não ficou restrita ao próprio carro #10. Briatore também lembrou que outros pilotos e equipes foram punidos pelo mesmo motivo ao longo da prova em Monte Carlo.
“Essas punições foram aplicadas a pelo menos quatro equipes no grid, o que justifica uma forte revisão”, declarou Briatore.
Esse ponto é central para o argumento da equipe. A leitura em Enstone é que o problema pode não ter sido apenas operacional dos pilotos, mas também relacionado à medição de velocidade na entrada ou na passagem pelos boxes.
Resultado mudou completamente após a corrida
Na pista, Gasly cruzou a linha de chegada em uma posição muito mais competitiva do que a classificação final indicou. A penalidade de tempo derrubou o francês no resultado consolidado e transformou uma corrida forte em prejuízo importante para o campeonato.
A Alpine ainda optou por não cumprir a punição da mesma forma que outras equipes fizeram sob safety-car, o que aumentou o impacto esportivo do caso. Em uma pista como Mônaco, onde posição de pista é decisiva, qualquer sanção nos boxes tem peso ainda maior.
Mônaco volta a expor sensibilidade das regras de pit-lane
O GP de Mônaco é um dos cenários mais sensíveis do calendário quando o assunto é estratégia, pit-stop e interpretação de regulamento. O espaço limitado, a dificuldade de ultrapassagem e o alto valor de cada posição tornam qualquer penalidade potencialmente decisiva.
Por isso, episódios como o de Gasly costumam gerar reação imediata das equipes. Mais do que a perda de pontos, está em jogo a confiança no sistema de controle e fiscalização em uma das etapas mais técnicas da temporada.
Alpine tenta proteger resultado e piloto
Ao se posicionar publicamente, a Alpine também tenta blindar o trabalho de Gasly em um fim de semana no qual o francês mostrou competitividade. A equipe entende que havia desempenho para sair de Mônaco com um resultado expressivo.
Agora, o caso amplia a pressão sobre a FIA para esclarecer o critério usado nas punições e avaliar se houve, de fato, um problema pontual de leitura nos boxes. Em uma temporada equilibrada, decisões assim podem ter impacto direto na disputa do meio do grid.
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