Lewis Hamilton liderou o terceiro treino livre do GP dos Estados Unidos de Fórmula 1, disputado neste sábado (24), no Circuito das Américas, em Austin, no Texas. O britânico ficou à frente de Max Verstappen e Andrea Kimi Antonelli, enquanto o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, encerrou a sessão na 13ª posição.
A atividade representou a última oportunidade para as equipes ajustarem os carros antes da classificação. Em um circuito conhecido pelas ondulações e pelas exigências técnicas, o treino também foi importante para avaliar o comportamento dos pneus e preparar os pilotos para a disputa pela pole position.
O resultado coloca Hamilton em evidência na preparação para a sessão classificatória. Já Bortoleto terá o desafio de buscar mais desempenho para avançar na ordem competitiva, em um fim de semana no qual a Audi procura transformar o ritmo dos treinos em um resultado consistente.
Hamilton ganha confiança antes da classificação
A liderança de Hamilton dá à Ferrari um sinal positivo antes da definição do grid em Austin. O heptacampeão mundial busca aproveitar o desempenho do carro no circuito texano para entrar na disputa pelas primeiras posições.
O treino livre, porém, não determina sozinho a hierarquia para a classificação. As equipes trabalham com diferentes programas de pneus, níveis de combustível e configurações, fatores que podem alterar a comparação direta entre os tempos registrados.
Verstappen, da Red Bull, e Antonelli, da Mercedes, também terminaram entre os destaques da sessão. A presença dos dois nas primeiras posições indica que a disputa pela pole pode envolver equipes com características distintas de desempenho.
Bortoleto termina em 13º e mira evolução
Gabriel Bortoleto fechou o TL3 na 13ª colocação. O brasileiro chega à classificação pressionado a encontrar rendimento adicional, especialmente depois de um fim de semana em que a Audi busca se aproximar da zona de pontuação.
A posição no treino não representa necessariamente o potencial máximo do piloto, mas indica que será importante extrair mais do carro na volta rápida. Em Austin, a sequência de curvas técnicas e as zonas de frenagem exigem precisão, equilíbrio e confiança para aproveitar os pneus macios.
O brasileiro também enfrenta um fator importante para o restante do fim de semana: a troca de componentes da unidade de potência que resultou em punição de 20 posições no grid para a corrida de domingo. A penalidade envolve o armazenamento de energia e o controle eletrônico, ambos além da alocação permitida pelo regulamento.
Com isso, a classificação ganha importância para Bortoleto na tentativa de conquistar a melhor posição possível antes da aplicação da punição. A estratégia para a prova também deverá considerar o desafio de recuperar posições durante a corrida.
Austin: um circuito que exige precisão
O Circuito das Américas, inaugurado em 2012, tornou-se uma das pistas mais características do calendário da Fórmula 1. O traçado combina uma subida acentuada até a primeira curva, mudanças rápidas de direção e trechos longos que favorecem disputas por posição.
A pista texana também é conhecida pelas ondulações do asfalto, que podem comprometer a estabilidade dos carros e dificultar a exploração dos limites em determinadas curvas. O gerenciamento dos pneus e a capacidade de manter consistência em uma volta completa são fatores importantes para o desempenho.
Depois do último treino livre, equipes e pilotos concentram os esforços na classificação, etapa decisiva para definir o grid. Para Hamilton, a liderança aumenta a confiança; para Bortoleto, o objetivo será avançar na ordem e minimizar os efeitos da punição prevista para a corrida.
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