Gabriele Minì pretende adotar uma postura agressiva na reta final da Fórmula 2 de 2026 para manter as chances de título. Após encerrar a etapa do Azerbaijão com 163 pontos, 44 atrás do líder Rafael Câmara, o italiano reconheceu que precisa atacar nas provas restantes e aproveitar eventuais dificuldades dos adversários.
A reação também depende da definição do calendário. Caso as etapas do Catar e de Abu Dhabi sejam confirmadas, haverá 78 pontos em disputa, quantidade que mantém a virada matematicamente possível.
Minì, porém, já não consegue assegurar a conquista apenas com os próprios resultados. Além de pontuar nas próximas corridas, terá de acompanhar o desempenho dos concorrentes.
Minì perdeu terreno após início consistente
O italiano começou o campeonato com regularidade, somando pontos em 13 das 14 primeiras corridas. Nas últimas cinco rodadas duplas, entretanto, enfrentou dificuldades e perdeu espaço na disputa.
Enquanto isso, Rafael Câmara, Nikola Tsolov e Alex Dunne ganharam força na briga pelo título. A mudança de cenário levou Minì a estabelecer como prioridade a presença constante nas primeiras posições.
“O ideal é tentar ficar sempre entre os três primeiros. Mas também existe a diferença de pontos em relação aos líderes e, no fim das contas, não dependo mais apenas de mim mesmo. Mas tenho confiança de que podemos fazer o melhor para ter um bom desempenho. Mas o que os outros fazem não está sob nosso controle. Portanto, temos de fazer o que podemos, da melhor maneira possível”, disse Minì.
Ultrapassagens em Madri servem de referência
Sem uma posição confortável no campeonato, Minì considera que esperar pelos erros dos rivais não é suficiente. A estratégia passa por buscar posições na pista para ampliar sua pontuação.
Como referência, o piloto citou a atuação em Madri, onde afirmou ter realizado sete ou oito ultrapassagens. O objetivo é repetir essa disposição nas provas restantes.
“Ao mesmo tempo, é uma situação melhor para gerir. Trata-se muito de atacar e tentar alcançar os líderes. Não podemos ficar onde estamos e apenas esperar. Fiz sete ou oito ultrapassagens em Madri e, em toda a corrida, acho que só houve mais duas. Portanto, temos de tentar fazer o mesmo novamente”, finalizou Minì.
A reta final coloca à prova a capacidade de reação do italiano: depois de construir sua campanha com regularidade, ele agora precisa transformar uma abordagem mais ofensiva em resultados para seguir na disputa pela taça.
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