A McLaren completou mais de 30 horas de testes com o MCL-HY, protótipo que será inscrito na classe Hypercar do Mundial de Endurance (WEC) em 2027. A atividade, realizada no MotorLand Aragón, na Espanha, simulou condições de corrida para validar a confiabilidade do carro, o funcionamento dos sistemas e os processos operacionais da equipe antes da estreia nas 24 Horas de Le Mans.
Desenvolvido em parceria com a Dallara, o LMDh chegou à pista pela primeira vez em maio, durante um shakedown em Varano, na Itália. Desde então, o programa passou por Ímola, Magny-Cours e Aragão, acumulando quilometragem em uma fase crucial de preparação para a homologação.
McLaren simulou testes como uma corrida de endurance
O chefe do projeto, James Barclay, explicou que a equipe conduziu a atividade espanhola com procedimentos próximos aos de uma corrida. O objetivo não era apenas manter o carro na pista por longos períodos, mas colocar à prova também o trabalho de boxes, a integração entre departamentos e a resistência dos componentes.
“Houve algumas coisas que paramos para verificar, mas não ficamos três horas parados antes de voltar à pista. Fizemos tudo como se estivéssemos disputando uma corrida”, afirmou Barclay.
Segundo o dirigente, quando surgia a necessidade de uma inspeção preventiva, a McLaren realizava uma parada curta, verificava o componente e devolvia o carro à pista. O protótipo superou a marca de 30 horas sem enfrentar um problema estrutural que interrompesse o programa.
Teste em Aragão reproduziu exigências de Le Mans
A simulação de endurance teve como referência a distância e a operação exigidas pelas 24 Horas de Le Mans, principal prova do WEC. A McLaren confirmou ainda que já executou uma simulação de corrida de seis horas durante o desenvolvimento inicial.
O trabalho de longa duração permite avaliar fatores que nem sempre aparecem em testes curtos, como desgaste e vida útil de peças, comportamento do conjunto híbrido, abastecimento, passagens sobre zebras e a comunicação entre carro, pilotos e equipe.
“O fato de termos conseguido completar as primeiras 30 horas de testes tão cedo no programa é realmente muito positivo, e tivemos muitos aprendizados importantes com isso”, ressaltou Barclay.
MCL-HY entra em nova fase de desenvolvimento
Após priorizar a integração básica entre chassi, motor, sistema híbrido e softwares, a McLaren começa a aprofundar o trabalho de desempenho. Os testes mais recentes incluíram avaliações de equilíbrio de freio, aerodinâmica, controles e comportamento do carro em diferentes condições de peso e potência previstas pelo Balance of Performance.
O MCL-HY utiliza chassi LMDh da Dallara e motor V6 biturbo de 2,9 litros desenvolvido para o programa. A operação esportiva é conduzida pela United Autosports, enquanto a McLaren estrutura uma equipe específica para seu retorno ao topo do endurance.
Barclay afirmou que o carro ainda passará por ajustes pontuais, especialmente em fixações, suportes e elementos de refrigeração, mas não espera mudanças visuais relevantes antes da homologação.
Retorno da McLaren reforça era Hypercar no WEC
A entrada da McLaren em 2027 reforça a expansão da classe Hypercar, que recolocou grandes fabricantes na disputa geral do WEC e de Le Mans. A marca britânica volta à elite dos protótipos em um momento de presença consolidada de nomes como Toyota, Ferrari, Porsche, Cadillac, BMW, Peugeot, Alpine e Aston Martin.
Com o MCL-HY, a equipe busca agora construir uma base competitiva para disputar novamente a vitória absoluta na prova francesa e no Mundial de Endurance a partir de 2027.
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