A Aston Martin avalia substituir a Honda como fornecedora de unidades de potência da Fórmula 1 a partir de 2028. Insatisfeita com o desempenho do motor japonês no início da temporada 2026, a equipe de Silverstone teria iniciado conversas exploratórias com Mercedes e Red Bull Powertrains para analisar custos, capacidade de fornecimento e viabilidade contratual de uma eventual mudança.
O projeto de fábrica da Aston Martin começou a nova era técnica com expectativa elevada, embalada pelos investimentos de Lawrence Stroll na estrutura de Silverstone. Porém, os primeiros resultados expuseram limitações no conjunto formado pelo novo chassi e pela unidade Honda, deixando Fernando Alonso e Lance Stroll fora da zona de pontuação nas etapas iniciais.
Atualização da Honda melhora cenário, mas não encerra dúvidas
A reação começou no GP da Holanda, quando a Honda estreou uma atualização através do sistema de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualizações (ADUO). A Aston Martin também levou um amplo pacote aerodinâmico ao carro após as férias de verão.
O avanço permitiu a Alonso conquistar seu primeiro resultado positivo da temporada, mas a evolução não eliminou as preocupações internas. O espanhol apontou dificuldades de dirigibilidade e trocas de marcha após a nova especificação da unidade de potência.
A Honda ainda tem oportunidades de desenvolvimento previstas pelo ADUO até o fim de 2027. Assim, a Aston Martin tende a observar a capacidade de recuperação de sua parceira antes de tomar qualquer decisão definitiva sobre a continuidade do acordo.
Mercedes enfrenta limite de clientes
A Mercedes desponta como uma alternativa lógica pela relação histórica com a estrutura de Silverstone. O time utilizou propulsores da marca alemã desde os tempos de Force India, passando pela fase Racing Point e pelos primeiros anos como Aston Martin.
A possibilidade, porém, esbarra no atual quadro de fornecimento. A Mercedes já atende sua própria equipe, além de McLaren, Williams e Alpine, alcançando o teto permitido pelo regulamento.
Para acomodar a Aston Martin, a fabricante de Brackley precisaria abrir mão de uma de suas atuais clientes. Além disso, Toto Wolff já indicou que a Mercedes considera reduzir o número de equipes abastecidas por seus motores por razões estratégicas e operacionais.
Red Bull Powertrains surge como alternativa estratégica
A Red Bull Powertrains, em parceria com a Ford, fornece unidades de potência apenas para a Red Bull Racing e a Racing Bulls. Por isso, a chegada da Aston Martin representaria uma oportunidade comercial e, sobretudo, uma validação técnica relevante para o programa que estreou como fabricante próprio em 2026.
Para a equipe de Silverstone, a troca não envolveria apenas uma negociação financeira. Um novo fornecedor exigiria reconfiguração no conceito do carro, incluindo arquitetura de refrigeração, instalação de componentes híbridos, transmissão e distribuição de massas.
A Honda, por sua vez, mantém um compromisso de fornecimento exclusivo à Aston Martin no atual ciclo. A montadora japonesa e a equipe britânica iniciaram a parceria em 2026 mirando uma relação de fábrica, mas o desempenho nas próximas temporadas será determinante para definir o futuro do projeto.
🔗 Junte-se à nossa comunidade!
👉 Entre no nosso grupo no WhatsApp para receber novidades, trocar ideias e ficar por dentro de tudo em tempo real.
📺 E não esqueça de se inscrever no nosso canal no YouTube para vídeos exclusivos, curiosidades e muito mais!
