Álex Palou e Barry Wanser, estrategista da Chip Ganassi Racing, rejeitaram os pedidos de Felix Rosenqvist e Will Power por uma mudança na regra de bandeira azul da Indy. Após a etapa de Portland, os representantes do carro #10 defenderam que pilotos prestes a tomar uma volta mantenham o direito de lutar por posição, desde que ainda estejam na mesma volta do pelotão.
A discussão surgiu depois de Rosenqvist e Power criticarem o tempo perdido no tráfego durante a corrida. Na visão de Palou e Wanser, porém, o sistema atual é parte da identidade da categoria e deve ser preservado, desde que seja aplicado de forma igual para todos.
Wanser defende direito de disputa dos retardatários
Na Indy, a bandeira azul funciona como um alerta ao piloto que será alcançado pelo líder, mas não determina automaticamente que ele abra caminho. O entendimento é que um competidor ainda pode defender sua situação de corrida, especialmente se busca permanecer na volta do líder e tem chance de se beneficiar de uma bandeira amarela.
Para Wanser, mudar esse princípio reduziria as oportunidades de quem está em posição desfavorável e alteraria uma característica histórica das corridas da categoria.
“Já estabelecemos na Indy que, enquanto você estiver lutando para se manter na volta do líder, mesmo que esteja uma volta atrás, se não estiver um giro atrás do resto do pelotão, você não tem direito à bandeira azul”, explicou Wanser.
“Você tem o direito de estar lá e lutar. Uma bandeira amarela pode te dar a oportunidade de voltar à volta do líder e, então, há a chance de lutar por uma posição melhor”, completou.
O estrategista ressaltou que a Chip Ganassi também já perdeu tempo atrás de retardatários em outras corridas. Para ele, o tráfego é uma variável estratégica inerente ao campeonato.
Palou cobra consistência na aplicação da regra
Palou concordou com o estrategista e apontou que a principal obrigação da Indy é manter uma interpretação consistente da norma em todas as provas. O espanhol lembrou que o tráfego pode prejudicar ou favorecer qualquer competidor ao longo da temporada.
“Acredito que, desde que mantenhamos a consistência, é igual para todos. Tivemos corridas em que o tráfego nos prejudicou bastante e, de certa forma, permitiu que todos diminuíssem a diferença”, afirmou Palou.
O piloto citou como exemplo o GP de Portland do ano anterior, quando o tráfego reduziu uma diferença de cerca de dez segundos entre ele e os pilotos que estavam à frente.
“O trânsito atrasou Power e Christian Lundgaard, que estavam à minha frente. Consegui diminuir uma diferença de 10s. Desde que mantenhamos a consistência, estou feliz. O mesmo vale para todos”, disse.
Debate cresce após críticas de Rosenqvist e Power
Rosenqvist, segundo colocado em Portland, afirmou que a regra atual faz os pilotos “parecerem estúpidos” ao permitir perdas relevantes de tempo atrás de retardatários. Power, terceiro, classificou a norma como antiquada e sugeriu até um acordo informal entre os pilotos se a categoria não mudar o regulamento.
O caso de Portland envolveu diretamente o tráfego de Louis Foster e Sting Ray Robb. Palou e Rosenqvist perderam tempo antes do último pit stop atrás de Foster, enquanto Power foi atrasado por Robb após uma falha de comunicação que o levou a parar uma volta depois do planejado.
A divergência expõe duas visões sobre a Indy: uma que prioriza a fluidez da briga pela vitória e outra que preserva o direito de cada piloto competir por sua própria posição. Por enquanto, Palou e a Ganassi sustentam que a regra deve permanecer como está.
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