Rafael Câmara encerrou a etapa da Fórmula 2 na Hungria, neste domingo (26), com um terceiro lugar na corrida 2 e um quarto na sprint, somando pontos importantes nas duas provas do fim de semana. O resultado, combinado ao fraco desempenho do líder Nikola Tsolov, reduziu a diferença entre os dois para 22 pontos e coloca o brasileiro em posição privilegiada antes da pausa de verão da categoria.
Câmara chegou ao Hungaroring embalado pela vitória na etapa da Bélgica, seu triunfo mais recente na temporada 2026 da F2. O brasileiro esteve perto da pole-position e largou em segundo no grid da corrida principal, sinalizando que o ritmo do fim de semana estava entre os melhores do pelotão.
Sprint: Tsolov erra e Câmara capitaliza
Na corrida sprint, Câmara partiu do nono lugar, fez uma boa largada e foi ganhando posições ao longo da prova. A paciência do brasileiro foi recompensada quando Tsolov cometeu um erro na curva 1, ao tentar superar Sebastián Montoya de forma precipitada, eliminando ambos da corrida e ainda recebendo punição de grid para a corrida 2.
Com o incidente, Tsolov largou apenas em 12º no domingo. Só na sprint, Câmara descontou cinco pontos em relação ao rival e terminou em quarto, um resultado expressivo para uma sessão que historicamente representa um dos pontos fracos do brasileiro desde os tempos de Fórmula 3.
A melhora nas corridas curtas é um dos sinais mais relevantes da evolução de Câmara na temporada. Pontuar bem nas sprints amplia a margem de manobra no campeonato e reduz a dependência de grandes resultados nas corridas principais para manter a competitividade na tabela.
Câmara tinha ritmo para vencer, mas safety-car muda o jogo
Na corrida 2, Câmara largou em segundo, mas foi superado por Noel León na partida e caiu para terceiro. Em um circuito de difícil ultrapassagem como o Hungaroring, o brasileiro não conseguiu superar o rival, enquanto Kush Maini abria vantagem na liderança.
Durante os pit-stops, Câmara alongou o stint e demonstrou ritmo superior, indicando que estava em posição de brigar pela vitória. Porém, o safety-car virtual foi acionado logo após a parada de León, reorganizou o pelotão e colocou o piloto da Campos de volta à liderança.
Nas voltas finais, Maini e Câmara se aproximaram de León, mas não conseguiram efetuar a ultrapassagem. O brasileiro cruzou a linha em terceiro, resultado que, no contexto do campeonato, representa um saldo positivo diante do desempenho dos rivais diretos.
Tsolov terminou o domingo em sétimo e Gabriele Minì em nono. Com isso, Câmara reduziu a desvantagem para o líder para 22 pontos e está a apenas dois pontos do vice-líder Minì.
Consistência coloca Câmara vivo no campeonato
A etapa húngara reforçou uma característica que tem marcado a segunda metade da temporada de Câmara: a maturidade na gestão do fim de semana. O brasileiro não venceu, mas pontuou nas duas corridas, evitou erros e aproveitou os tropeços dos rivais.
Na Fórmula 2, a consistência costuma ser tão decisiva quanto as vitórias. Pilotos que somam pontos em todas as provas tendem a superar aqueles que alternam grandes resultados com abandonos ou punições — e Câmara parece ter assimilado essa lógica ao longo da temporada.
O brasileiro entra nas férias de verão da F2 em alta, mais próximo do título do que em qualquer outro momento da temporada. A categoria retorna após a pausa com Câmara como um dos principais candidatos ao campeonato de 2026.
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