A Stock Car oficializou nesta segunda-feira (15) o Bradesco como novo patrocinador máster da categoria para as temporadas 2026 e 2027. O banco passa a substituir o BRB e também dará nome a outras competições promovidas pelo Grupo Veloci, como TCR Brasil, TCR South America e F4 Brasil, em um movimento que reposiciona a estrutura comercial do automobilismo nacional.
Bradesco assume espaço central da Stock Car
A chegada do Bradesco encerra um ciclo importante da categoria com o BRB, que ocupava o posto de principal patrocinador desde 2021. A mudança tem peso institucional porque envolve uma das marcas financeiras mais tradicionais do país e ocorre em um momento de reorganização do mercado de patrocínio esportivo no Brasil.
Na prática, a operação amplia o alcance da parceria para além da Stock Car. O acordo inclui também campeonatos de base e categorias de perfil internacional, o que fortalece a estratégia do Grupo Veloci de vender seu ecossistema como plataforma única de negócios.
A estreia da nova marca acontece já na etapa de Cuiabá, marcada para os dias 19 e 20 de junho.
Grupo Veloci destaca impacto da parceria
O CEO do Grupo Veloci, Lincoln Oliveira, celebrou o acordo e destacou o alcance da operação em declaração: “Anunciar o Bradesco como naming rights de nossas categorias é não apenas um motivo de orgulho, mas também a certeza de que estamos direcionando o automobilismo brasileiro para um grande futuro”, afirmou.
Na mesma declaração, Oliveira acrescentou: “Trata-se de uma das maiores e mais respeitadas instituições financeiras do país. Essa parceria reforça nosso campeonato de base formador de talentos, que é a F4; dá impulso à única competição internacional da América Latina – a TCR – e reafirma que a Stock Car é um hub eficiente para os maiores líderes de todos os mercados brasileiros. Tudo isso é um marco em nossa história”.
Troca encerra ciclo do BRB na categoria
A saída do BRB acontece após um período de forte investimento do banco no esporte. Entre 2021 e 2026, a instituição esteve diretamente associada à principal categoria do automobilismo brasileiro e ajudou a sustentar uma fase de maior exposição comercial da Stock Car.
Esse ciclo, porém, perdeu força em 2026. O banco reduziu de forma drástica seu orçamento de patrocínios para o ano, movimento que abriu caminho para a troca de naming rights.
O contexto ainda ganhou repercussão extra após a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco, em investigação da Polícia Federal relacionada ao Banco Master.
Mudança reforça novo momento comercial da Stock Car
A entrada do Bradesco representa mais do que uma simples troca de marca. Em categorias de turismo e formação, contratos de naming rights costumam sinalizar estabilidade, capacidade de atração de parceiros e fortalecimento institucional.
No caso da Stock Car, o acordo ajuda a reafirmar o valor da plataforma em um momento de transformação técnica e comercial do campeonato. Além da visibilidade esportiva, a categoria busca se consolidar como produto multiplataforma e ativo de relacionamento corporativo.
O aspecto mais relevante do anúncio está justamente na abrangência. Ao incluir F4 Brasil e as categorias TCR, o Bradesco entra em diferentes níveis da pirâmide do automobilismo nacional e regional.
Isso dá ao acordo uma dimensão estratégica. Não se trata apenas de exposição em corridas da Stock Car, mas de presença em campeonatos com perfis distintos, do desenvolvimento de talentos ao turismo internacional da América Latina.
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