António Félix da Costa desabafou após sofrer a sexta batida em dez corridas na temporada 2026/27 da Fórmula E e admitiu que “não consegue acreditar” na sequência de problemas. O piloto da Jaguar, que voltou a enfrentar incidentes recentes após o eP de Mônaco, afirmou que o azar tem custado pontos importantes em uma campanha que poderia ser muito mais forte por causa do ritmo competitivo mostrado ao longo do ano.
Seis batidas em dez corridas viram marca da campanha
O primeiro ano de Da Costa na Jaguar tem sido marcado por contraste. De um lado, o português já venceu duas vezes e mostrou velocidade para brigar entre os protagonistas do campeonato.
Do outro, os acidentes recorrentes impediram uma pontuação mais consistente. Em dez provas, foi atingido por rivais em seis oportunidades, quase sempre sem responsabilidade direta nos lances.
Mônaco ampliou sensação de frustração
A etapa de Mônaco resumiu bem o momento vivido pelo piloto. Na corrida 1, houve toque com Dan Ticktum. Na segunda prova, Edoardo Mortara acertou o carro do português por trás.
Antes disso, Da Costa já havia se envolvido, involuntariamente, em episódios em São Paulo, México, Miami e Berlim. A repetição dos incidentes ajuda a explicar o tom do desabafo.
“Não consigo acreditar”, diz piloto da Jaguar
Em entrevista ao RacingNews365, o português admitiu dificuldade para assimilar a sequência de contratempos.
“Acho que já disse, não consigo acreditar no que está acontecendo comigo esse ano”, afirmou. Mesmo assim, o piloto destacou que tenta transformar a frustração em motivação para seguir competitivo no restante da temporada.
A fala reforça o sentimento de um piloto que vê desempenho, mas não consegue converter tudo em classificação.
Ritmo existe, mas campeonato já cobra a conta
No momento, Da Costa aparece em sexto lugar no campeonato, com 48 pontos de desvantagem para o líder e companheiro Mitch Evans.
A diferença pesa porque a Fórmula E costuma ser uma categoria em que regularidade vale tanto quanto picos de performance. Historicamente, pilotos que acumulam abandonos e incidentes cedo demais acabam perdendo terreno difícil de recuperar na segunda metade do calendário.
Jaguar aposta em parceria para reação
Apesar do momento turbulento, Da Costa fez questão de valorizar o apoio interno da Jaguar. Segundo ele, a equipe tem sido importante para controlar emoções e manter o foco esportivo.
Esse ponto ganha relevância porque o português segue mostrando adaptação sólida ao time. Com a provável saída de Evans ao fim do campeonato e mudanças esperadas na formação para o próximo ano, a reta final da temporada também pode influenciar o peso de Da Costa dentro do projeto.
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