Caio Collet lamentou o abandono nas 500 Milhas de Indianápolis, neste domingo (24), após sofrer um forte acidente a nove voltas do fim quando já aparecia no top 10 da prova. O piloto da A.J. Foyt explicou que perdeu a traseira do carro na saída da curva 2 por causa de um acerto mais agressivo no stint final e da influência do vento, justamente no momento em que tentava sustentar uma corrida de recuperação saindo de 32º no grid.
Collet vivia prova de recuperação em Indianápolis
A trajetória do brasileiro na Indy 500 foi uma das histórias mais relevantes da corrida. Embora tivesse garantido originalmente o 10º lugar no grid, Collet precisou largar em 32º após a equipe perder os tempos por infração técnica.
Mesmo assim, o piloto mostrou velocidade, agressividade e leitura estratégica para voltar à disputa. Em um grid extremamente competitivo, sair do fim do pelotão e entrar no grupo dos dez primeiros já colocava sua prova em destaque.
Estratégia levou brasileiro à liderança
O grande salto aconteceu após a bandeira amarela da volta 18, quando Collet e sua equipe optaram por permanecer na pista enquanto a maioria foi aos boxes.
A escolha o colocou momentaneamente na liderança e permitiu ao brasileiro ganhar terreno importante dentro da corrida. Mais tarde, com o andamento da prova e as diferentes janelas de pit-stop, ele se manteve vivo na disputa por um resultado expressivo.
Acerto agressivo e vento pesaram na curva 2
Na reta final, já ocupando a 10ª posição, Collet perdeu o controle do carro na saída da curva 2 e bateu forte na barreira.
“Nas últimas voltas, o carro estava um pouco traseiro no stint final, quando estávamos mais agressivos. Eu estava sofrendo para contornar a curva 2 por causa do vento contra e acabei forçando demais ali. Infelizmente, perdi a traseira”, explicou o brasileiro.
O relato mostra como pequenos detalhes de equilíbrio aerodinâmico e condição climática podem definir o destino de uma corrida em Indianápolis, especialmente nos stints finais, quando o carro está mais leve e o piloto precisa atacar.
Brasileiro deixa Indianápolis sem resultado, mas com prestígio
Apesar do abandono, a atuação de Collet reforça o potencial do piloto em um dos eventos mais difíceis do automobilismo mundial. Estrear com velocidade, liderar a corrida e disputar top 10 após largar em 32º não é algo trivial na Indy 500.
“Estou bem. Quero agradecer à equipe pela ótima corrida, pois conseguimos recuperar muitas posições. Sair de 32º e chegar ao top-10 seria um grande resultado”, disse.
Historicamente, Indianápolis costuma ser cruel com estreantes, mas também serve como vitrine para quem mostra adaptação rápida. Mesmo sem ver a bandeirada, Collet sai da prova com crédito técnico importante.
Foyt encontrou ritmo para reagir durante a prova
Outro ponto relevante foi o trabalho da A.J. Foyt ao longo das 500 Milhas. Depois da punição que jogou o brasileiro para o fim do grid, a equipe conseguiu recolocá-lo em condição real de disputar posições relevantes.
Esse tipo de recuperação em oval de alta velocidade exige execução precisa de estratégia, bom tempo de pit-stop e confiança do piloto no tráfego. Collet teve tudo isso até o acidente final, o que ajuda a explicar por que o saldo esportivo, apesar da frustração, não é totalmente negativo.
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