A McLaren detalhou os próximos passos do programa do MCL-HY para a estreia no WEC 2027 e confirmou que o desenvolvimento do hipercarro entra agora em uma fase mais ampla de testes, após o shakedown inicial em Varano, na Itália. Segundo James Barclay, CEO do projeto de endurance da equipe, o foco é acumular quilometragem o quanto antes porque a marca precisa validar desempenho e confiabilidade para chegar pronta à temporada de estreia.
McLaren divide cronograma em duas frentes
Depois da primeira ida à pista no início do mês, a McLaren vai seguir um calendário que mistura testes convencionais e sessões específicas de endurance.
“Temos um bom calendário de testes, e o plano agora é avançar por ele. Ainda há um longo caminho pela frente. Temos testes normais, cada sessão dura de dois a quatro dias, e também teremos testes de endurance neste ano. Há muita quilometragem a ser percorrida, e a intenção é seguir passo a passo”, disse James Barclay.
A próxima atividade está prevista para o fim deste mês, em Ímola, dando sequência ao trabalho da estrutura montada com a United no projeto do novo LMDh.
Shakedown foi só o primeiro passo
A McLaren tratou a sessão inicial em Varano como uma validação preliminar do pacote. O trabalho envolveu também a presença de Mikkel Jensen, um dos pilotos já ligados ao programa para 2027.
“O primeiro passo foi positivo, mas sabemos que haverá desafios ao longo do caminho. É disso que se trata o desenvolvimento”, afirmou Barclay.
O projeto também já conta com Laurens Vanthoor, confirmado por empréstimo junto à Porsche Penske, o que reforça o peso técnico da preparação.
Portimão entra no radar da equipe
Ao falar do calendário, Barclay indicou que a McLaren vai testar tanto em pistas do calendário do WEC quanto em circuitos fora do campeonato, escolhidos por características úteis ao desenvolvimento.
“É uma combinação de circuitos do calendário do WEC e outros que não fazem parte dele, mas que funcionam muito bem como locais de teste. Portimão é um ótimo exemplo. Vamos testar em Portimão porque as características daquela pista são muito úteis para nós. Não importa se ela não está no calendário”, explicou James Barclay.
Esse tipo de escolha é comum em programas de endurance. Muitas equipes usam pistas com grande variedade de curvas, elevação e exigência mecânica para acelerar a leitura do carro antes da homologação final.
Testes de 24 horas viram prioridade técnica
A McLaren deixou claro que a etapa mais sensível do cronograma será a transição para simulações longas, justamente o ponto que costuma separar projetos promissores de programas vencedores no endurance.
“Agora que concluímos o shakedown, o próximo foco é colocar o carro sob carga máxima em testes individuais de um dia. Inicialmente, o foco será justamente nesses testes de apenas um dia. Quando ultrapassarmos esse próximo marco do programa e estivermos confortáveis, partiremos para os testes completos de endurance”, afirmou Barclay.
Na sequência, o dirigente explicou por que quer antecipar esse estágio.
“Vamos começar relativamente cedo com os primeiros testes de endurance, porque precisamos chegar lá, validar tudo e entender onde estão os problemas ou pontos fracos. Queremos fazer isso mais cedo em vez de mais tarde, para não termos um ótimo programa de testes e, quando finalmente tentarmos uma simulação de 24 ou 30 horas, descobrirmos nuances que só aparecem depois de 20 horas”, disse James Barclay.
Le Mans molda a lógica do projeto
A fala de Barclay mostra que a McLaren está construindo o MCL-HY com Le Mans como referência central. No endurance moderno, não basta ter velocidade em stint curto: é preciso sustentar performance por um ciclo completo de 24 horas.
“É disso que esse esporte se trata. Não adianta nada ser extremamente eficiente, rápido e competitivo por 22 horas se você falha na 23ª ou 24ª hora. Então queremos chegar a esse estágio o quanto antes”, concluiu Barclay.
Historicamente, os programas mais bem-sucedidos do WEC costumam antecipar ao máximo os testes de confiabilidade pesada. Em uma classe tão disputada quanto a dos Hipercarros, falhas tardias no desenvolvimento costumam custar caro. Por isso, a estratégia da McLaren indica uma entrada agressiva, mas tecnicamente cautelosa, para 2027.
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