A FIA atualizou o regulamento de motores da Fórmula 1 2026 e ampliou o mecanismo ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), abrindo um “respiro” para fabricantes que estejam muito atrás em desempenho, cenário em que a Honda, parceira da Aston Martin, tem sido citada após um início de temporada com unidade de potência pouco competitiva e problemas de confiabilidade. A mudança cria um novo patamar de suporte quando a desvantagem no motor a combustão (ICE) atinge 10%, acima do limite anterior de 8%.
O que é o ADUO e por que ele entrou em foco em 2026
O ADUO é um sistema que permite atualizações extras nas unidades de potência e isenções no teto de gastos quando a FIA identifica que um fabricante está abaixo de um limite de performance em relação à referência do grid.
A lógica é clara: se o motor estiver mais de 2% atrás do melhor, a montadora pode ser elegível para benefícios progressivos, incluindo mais margem orçamentária e mais ferramentas de desenvolvimento.
Novo apêndice cria patamar de 10% no ICE e aumenta benefícios
A principal novidade é a introdução de um apêndice específico para casos em que a fabricante esteja 10% abaixo em potência do ICE, estabelecendo um patamar acima do antigo limite de 8%.
Com isso, o regulamento prevê até US$ 11 milhões adicionais no teto de gastos da unidade de potência e até 230 horas de simulador. Além disso, há uma verba extra de US$ 8 milhões válida apenas para este ano.
Os regulamentos técnicos também detalham quais componentes podem ser atualizados fora do período normal de homologação por meio do ADUO, ampliando o leque de reação para quem estiver atrás.
Ajuda não é “cura”, mas muda a corrida de recuperação
Mesmo com o reforço, o ADUO não garante salto imediato. O mecanismo abre tempo, orçamento e oportunidades, mas o ganho real depende de como cada fabricante transforma esse espaço em desenvolvimento mensurável, sem comprometer confiabilidade.
Para a Honda, o recado é duplo: há mais margem regulatória para reagir, mas o caminho até a frente ainda tende a ser um processo de médio prazo.
Primeira janela do ADUO muda e passa a valer após o Canadá
A FIA também ajustou o cronograma de avaliações do ADUO por causa do cancelamento de corridas no Bahrein e na Arábia Saudita.
Antes, os pontos de medição aconteceriam após as etapas 6, 12 e 18. Agora, o primeiro marco será após a 5ª etapa, o GP do Canadá em Montreal, seguido pela 11ª (Hungria) e pela 18ª (México).
A entidade deixou claro que tanto as janelas quanto o método de medição ainda podem ser validados ou ajustados, caso haja mudanças relevantes no calendário ou na forma de medir desempenho do ICE em pista.
Regras de 2026 repetem “anti-abismo” de ciclos anteriores
A F1 já usou mecanismos de compensação em outros ciclos para evitar que uma fabricante caísse em um “abismo” técnico impossível de recuperar durante o período de congelamento e homologações rígidas.
Em 2026, com unidades híbridas e debates intensos sobre equilíbrio entre combustão e parte elétrica, o ADUO vira uma ferramenta política e técnica: protege a competitividade do grid e reduz o risco de um projeto — especialmente de uma nova parceria como Honda–Aston Martin — ficar preso a uma desvantagem estrutural por tempo demais.
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