A Nissan confirmou que está avaliando o mercado de pilotos e colocou em dúvida a permanência de Norman Nato na Fórmula E para o próximo ciclo da categoria. A análise acontece durante a pausa entre as etapas de Madri e Berlim, período que marca o início da silly season, com foco já voltado para a era Gen4, prevista para 2027.
Desempenho irregular pressiona permanência
Apesar de apresentar evolução nas classificações em 2026, superando Oliver Rowland em duelos internos, Nato ainda não conseguiu converter o desempenho em resultados consistentes nas corridas. Até o momento, o francês soma apenas um ponto, cenário que amplia a pressão interna.
O retrospecto recente também pesa: na temporada anterior, Nato terminou com apenas 21 pontos, muito atrás de Rowland, o que impactou diretamente na disputa do Mundial de Equipes, vencido pela Porsche.
“Sim, o segundo assento é uma das coisas que temos sobre a mesa”, afirmou Tommaso Volpe, chefe da Nissan, confirmando que o tema está em discussão.
Gen4 acelera decisões e abre espaço no mercado
A chegada da nova geração de carros elétricos influencia diretamente a estratégia das equipes. A Nissan já iniciou testes com o protótipo Gen4, utilizando nomes como Sam Bird e Benoît Tréluyer, enquanto Rowland ainda aguarda sua primeira sessão com o novo equipamento.
Segundo Volpe, os próximos testes serão decisivos para definir a dupla titular, já que o desenvolvimento técnico exige pilotos alinhados com a evolução do projeto.
Nesse contexto, o mercado da Fórmula E se movimenta intensamente. A possível ida de Mitch Evans para outra equipe e a expansão de fabricantes, como a entrada de um segundo time da Porsche, aumentam o número de vagas disponíveis no grid.
Victor Martins surge como alternativa para renovação
Entre os nomes observados pela Nissan, Victor Martins desponta como forte candidato. O francês, atualmente no WEC com a Alpine, já participou de testes com a equipe japonesa, incluindo o recente treino de novatos em Madri.
Martins já deixou claro o interesse em migrar para a Fórmula E, o que reforça sua posição como uma opção natural para um possível processo de renovação na Nissan.
Análise: estabilidade versus renovação na nova era
A decisão da Nissan reflete um dilema comum na Fórmula E: manter estabilidade ou apostar em renovação diante de um novo ciclo técnico. Com a chegada da Gen4, equipes tendem a priorizar pilotos capazes de contribuir no desenvolvimento desde as fases iniciais.
Se por um lado Nato oferece continuidade, por outro, nomes como Martins representam potencial de crescimento. Em um grid cada vez mais competitivo, a escolha pode ser determinante para o posicionamento da Nissan na próxima era da categoria elétrica.
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