O piloto Lewis Hamilton completou nesta sexta-feira (10) mais uma jornada de testes privados com a Ferrari no circuito de Fiorano, na Itália. A convite da Pirelli, o heptacampeão mundial assumiu o comando do modelo SF-26 para avaliar protótipos dos pneus de chuva pesada e intermediários projetados para a temporada 2027 da Fórmula 1. O objetivo da fornecedora foi manter a consistência do feedback técnico ao utilizar o mesmo piloto durante os dois dias de atividade.
Intensidade e precisão no asfalto molhado de casa
Hamilton demonstrou vigor físico e técnico ao completar 142 voltas apenas na quinta-feira, totalizando mais de 420 quilômetros percorridos. Para garantir condições ideais de avaliação, a pista de Fiorano foi molhada artificialmente pelo sistema de irrigação local, criando um cenário de pista molhada estável com temperaturas em torno de 21 graus.
A sessão não serviu apenas para testar a durabilidade, mas também novos desenhos de sulcos nos compostos de chuva intensa. O chefe de equipe, Fred Vasseur, marcou presença no box para acompanhar de perto o ritmo do britânico, que registrou a melhor volta em 1min01s031 durante os trabalhos.
Foco total na evolução técnica da Pirelli
Enquanto Hamilton acumulava quilometragem real na pista, seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, manteve o cronograma de desenvolvimento do SF-26 focado no simulador em Maranello. A divisão de tarefas evidencia a seriedade com que a escuderia trata a integração com os pneus experimentais da Pirelli.
A fabricante busca reduzir a necessidade de mantas térmicas e melhorar a dispersão de água dos pneus de 2027, um desafio constante para a categoria. A presença de um piloto da experiência de Hamilton acelera o processo de filtragem de dados e garante que o produto final atenda às exigências extremas de performance e segurança.
O impacto de Hamilton no desenvolvimento da Ferrari
A presença de Lewis Hamilton em testes de desenvolvimento tão precoces para 2027 reforça seu papel central na reestruturação técnica da Ferrari. Conhecido por sua sensibilidade refinada para o comportamento dos pneus, o britânico repete uma rotina que já foi comum em seus tempos de Mercedes, mas agora vestindo o macacão vermelho.
Historicamente, pilotos que se dedicam a testes de pneus tendem a ter uma vantagem competitiva na compreensão da janela de funcionamento dos compostos. Para a Ferrari, ter um veterano moldando o futuro da borracha italiana é um investimento estratégico que pode render dividendos importantes na luta contra a Red Bull nos próximos anos.
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