O adiamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita levou a FIA a propor uma mudança no cronograma das Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO), mecanismo criado especificamente para o novo regulamento da F1 em 2026. Com a alteração no calendário, o primeiro prazo de avaliação das unidades de potência, que originalmente seria após o GP de Miami, passou automaticamente para o GP de Mônaco e a federação quer evitar esse deslocamento.
A informação foi publicada pela Motorsport Magazine nesta quinta-feira (19). O ADUO foi desenvolvido para garantir equilíbrio competitivo entre as montadoras, permitindo ajustes na homologação dos motores, alívio no teto de gastos para equipes com problemas de confiabilidade e horas adicionais de desenvolvimento. O objetivo é impedir que uma fabricante se distancie das demais de forma irreversível.
Pelo regulamento original, as avaliações de desempenho das unidades de potência ocorreriam após os GPs de Miami, Bélgica e Singapura, respectivamente a sexta, a 12ª e a 18ª etapas da temporada. Com o cancelamento das corridas em Sakhir e Jeddah, o GP de Miami passou a ser a quarta etapa do calendário, empurrando o primeiro prazo para Mônaco, agora a sexta prova.
Para manter o plano original, a FIA estuda permitir que as fabricantes realizem atualizações nas unidades de potência antes da corrida em Monte Carlo. A medida seria especialmente benéfica para a Ferrari, que aguarda essa abertura para tentar reduzir a diferença em relação à Mercedes, além de Audi, Red Bull Ford e Honda, que enfrentam desafios técnicos em diferentes graus.
A proposta deve encontrar resistência apenas da Mercedes, única equipe que, segundo fontes, se posicionaria contra a antecipação. Com o restante do grid favorável, a aprovação é considerada provável assim que a proposta for formalmente apresentada.
Vale destacar que, mesmo com o cancelamento oficial das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, o teto orçamentário de cada equipe permanece inalterado em US$ 215 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 1,13 bilhão na cotação atual.
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