O WEC (Mundial de Endurance) divulgou em outubro o regulamento esportivo de 2026, e um ponto específico chamou a atenção — e gerou polêmica. A partir da próxima temporada, o campeonato poderá implementar um lastro de sucesso tanto na classe Hypercar quanto na LMGT3, algo que não agradou todas as montadoras envolvidas. A novidade adicionaria penalidades de desempenho às equipes mais competitivas, além do já existente e frequentemente criticado Balance of Performance (BoP).
Segundo o artigo 6.2.2 do novo regulamento, um handicap de sucesso poderá ser aplicado em todas as etapas exceto nas 24 Horas de Le Mans. O peso extra ou a redução de potência seria definido pelo ACO e pela FIA, e comunicado aos times através da tabela de BoP antes de cada corrida.
Apesar da inclusão no regulamento, a FIA afirmou que ainda não tomou uma decisão final sobre aplicar ou não o novo sistema. Mesmo assim, o assunto já movimenta o paddock — e divide opiniões.
O chefe do programa de endurance da Ferrari, Antonello Coletta, criticou duramente a ideia:
“Se tivermos lastro de sucesso somado ao BoP, não faz sentido. Todos os fabricantes precisam ter chance de desenvolver os carros — com os dois juntos, isso se torna impossível.”
Para Bruno Famin, vice-presidente da Alpine Motorsport, o caminho é melhorar o BoP atual, não adicionar novas camadas:
“O sistema não é perfeito, mas é fácil de corrigir. Entramos no campeonato sabendo que haveria BoP. Não devemos jogar tudo fora por causa de alguns erros.”
Já o diretor-técnico da Peugeot, Olivier Jansonnie, reforça que o equilíbrio deve ser baseado no desempenho real dos carros:
“O ajuste precisa ser baseado na performance em pista, não nos resultados esportivos.”
O chefe da BMW, Andreas Roos, teme que adicionar mais um elemento torne o esporte confuso para o público:
“Temos de ser cuidadosos. Adicionar outra camada pode complicar demais para os fãs entenderem o que está acontecendo.”
Entre as montadoras, a Toyota é a mais receptiva ao sistema. O diretor-técnico David Floury reconhece que algo precisa mudar:
“Está claro que o que temos hoje não funciona. O lastro de sucesso é uma ferramenta possível, mas precisamos de muitas simulações e discussões antes de decidir.”
A Cadillac, representada por Keely Bosn, e a Aston Martin, comandada por Adam Carter, adotaram um discurso mais diplomático:
“Há argumentos válidos dos dois lados. Se isso for implementado, seguiremos as diretrizes da categoria.” — Cadillac
“Apoiaremos o que FIA, ACO e IMSA decidirem em prol do esporte.” — Aston Martin
Com opiniões tão divergentes, o WEC enfrenta um dos debates regulatórios mais intensos dos últimos anos. A decisão final deve vir apenas após análises mais profundas e muitas simulações ao longo de 2025.
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