A Toyota entra na temporada 2026 do Mundial de Endurance (WEC) com um objetivo declarado que supera até a briga pelo campeonato: recuperar o topo das 24 Horas de Le Mans. Quem deixou isso claro foi Kazuki Nakajima, vice-presidente da Toyota Racing, ao reconhecer que a equipe está incomodada com a sequência recente sem triunfos em La Sarthe.
A montadora japonesa não vence a prova desde 2022, quando superou a concorrência com Sébastien Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hirakawa. Desde então, a Toyota viu a Ferrari dominar o evento e classificou o período como uma fase de frustração. Em entrevista ao Motorsport.com, Nakajima foi direto ao colocar a corrida francesa no topo da lista.
“O maior objetivo é claramente vencer Le Mans. Depois de três anos de resultados frustrantes em Le Mans, esse é, sem dúvida, o principal alvo, assim como conquistar o campeonato, já que sempre buscamos esses dois grandes objetivos. Mas, se eu tiver de escolher entre os dois, acredito que Le Mans é a prioridade”, afirmou o dirigente.
Na última semana, a Toyota apresentou o TR010, protótipo que será usado no WEC em 2026. O carro é descrito como uma evolução direta do GR010, mantendo um conjunto híbrido com motor V6 biturbo, mas trazendo alterações relevantes na parte frontal do chassi e mudanças no desenho.
Além do pacote técnico, a equipe também chamou atenção pela identidade visual: sai o preto predominante dos últimos anos e entra um esquema mais marcante em vermelho, preto e branco, sinalizando uma nova fase para o programa.
Apesar do novo carro, Nakajima deixou claro que o desempenho não depende apenas de atualização aerodinâmica ou de motor. Na visão do ex-piloto, a Toyota precisa corrigir falhas de execução de corrida que apareceram ao longo de 2025 — principalmente em pontos que podem decidir uma prova de 24 horas.
“A execução da equipe — como estratégia, pit stops, desempenho dos pilotos, não cometer erros e coisas desse tipo — é uma parte muito importante do fator de desempenho em uma corrida. Precisamos focar exatamente nisso. Temos de admitir que, em 2025, não estivemos no nível que almejamos em termos de execução”, explicou.
Segundo Nakajima, a performance operacional foi inconsistente: em alguns finais de semana a Toyota funcionou bem como unidade, mas em outros desperdiçou oportunidades por erros evitáveis. A meta para 2026, portanto, passa tanto por evolução do carro quanto por padronizar a tomada de decisão em corrida.
“Em algumas corridas, atuamos muito bem como equipe, mas em outras cometemos erros. Portanto, como time, ainda precisamos evoluir, e esse é um objetivo claro para o próximo ano”, concluiu.
Com Le Mans como prioridade máxima e um carro renovado para o novo ciclo, a Toyota aposta que ajustes internos e uma execução mais precisa podem recolocá-la na disputa direta pela vitória no evento mais importante do endurance.
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