Apesar da saída da Porsche da classe Hipercarro do Mundial de Endurance (WEC) ao fim de 2025, Roger Penske deixou claro que pretende competir novamente nas 24 Horas de Le Mans em um futuro próximo, mas apenas ao lado da fabricante alemã.
A tradicional prova de resistência francesa é uma das poucas conquistas que ainda faltam no currículo do lendário chefe de equipe norte-americano. Ao longo de décadas de sucesso no automobilismo, Penske acumula 20 vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis, três nas 500 Milhas de Daytona, além de inúmeros títulos em diversas categorias.
Embora tenha deixado o WEC, a Porsche segue competindo no IMSA Sportscar e conquistou pela terceira vez as 24 Horas de Daytona recentemente. Em seus primeiros comentários públicos desde a saída da marca alemã do campeonato mundial, Penske abordou a situação com realismo.
“Já estivemos lá [em Le Mans] e tivemos bons resultados. Obviamente, todos queríamos ir, mas acho que foi uma decisão de negócios que não estava no meu alcance, além de dizer que queríamos ir e gostaríamos de voltar, e espero que isso aconteça”, declarou Roger à imprensa em Daytona.
Penske destacou que a Porsche passou por mudanças internas recentes e que a nova liderança da montadora ainda está definindo prioridades de investimento. “Eles fizeram algumas mudanças dentro da empresa. Vamos ver como será a nova liderança, quais serão as decisões e onde vão investir o capital. Estão fazendo um grande investimento aqui [no IMSA]. Correr em ambas as categorias (IMSA e WEC) é um grande compromisso financeiro”, analisou.
“Acho que foi uma decisão sábia, considerando a situação. Tínhamos uma ótima equipe e acho que tivemos sucesso. Estivemos perto da vitória em Le Mans no ano passado. Queremos voltar e vamos voltar”, reforçou.
Ao ser questionado sobre a importância de uma vitória na prova de resistência mais prestigiada do automobilismo para completar o ilustre currículo da equipe, Penske foi sincero: “Cresci desejando aquilo que não consigo ter! Estamos muito focados em Le Mans. Lembro-me da primeira vez que fui lá, nos anos 70. Eu mesmo dirigi até lá”, relembrou.
No entanto, Roger foi categórico ao afirmar que não voltaria ao Circuito de la Sarthe com nenhuma outra fabricante além da Porsche, com quem mantém uma parceria sólida que vai além da operação conjunta Porsche Penske Motorsport.
“Eu não iria com mais ninguém. Tivemos outras oportunidades que recusamos. Somos parceiros de negócios deles em todo o mundo. Acredito que nos comprometemos dessa forma e eles se comprometeram conosco”, enfatizou.
Penske admitiu que “adoraria que fosse apenas um hiato de um ano no WEC e em Le Mans”, embora tenha reforçado que não pode tomar a decisão sozinho. Ele espera que a Porsche retorne “bem antes de 2030”, quando está previsto o lançamento do novo regulamento para os Hipercarros.
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