O piloto brasileiro Pipo Derani desembarca no Japão neste fim de semana para a disputa das 6 Horas de Fuji, sexta etapa da temporada 2026 do FIA WEC, com a missão de consolidar o salto de rendimento da Genesis Magma Racing. Embalado pelo sétimo lugar obtido em Austin ao lado de André Lotterer e Mathys Jaubert — o melhor resultado da fábrica no ano —, o piloto encara a estreia do protótipo GMR-001 Hypercar no circuito nipônico.
A etapa representa a última parada “fly-away” do calendário e nas três semanas de intervalo entre as próximas provas, a equipe analisou a telemetria do Texas para aperfeiçoar o acerto mecânico e o gerenciamento de pneus, visando responder com agilidade às variações de aderência da pista japonesa.
Experiência prévia no Japão compensa falta de dados
Apesar de o projeto da Genesis acelerar pela primeira vez no asfalto japonês sem histórico prévio de testes, a bagagem de Derani surge como trunfo técnico fundamental para guiar a engenharia.
O brasileiro competiu em Fuji nas temporadas de 2015 e 2016 pela divisão LMP2, conquistando um pódio logo em sua prova de estreia no circuito.
“Chegamos a Fuji animados depois do nosso melhor resultado da temporada em Austin. Foi importante para a equipe ver que estamos evoluindo e transformando trabalho em resultado”, destacou Derani.
O piloto reforçou a relevância de sua vivência local: “Será a primeira vez da Genesis aqui e não temos dados anteriores com o carro. Por outro lado, gosto muito desse circuito e tenho boas lembranças, especialmente do pódio de 2015. Espero que essa experiência ajude a dar passos à frente com o GMR-001”.
Vencedor clássico de provas de longa duração e bicampeão do IMSA SportsCar, Derani consolidou carreira internacional de ponta no endurance mundial, acumulando quatro vitórias nas 12 Horas de Sebring e triunfos expressivos em Daytona.
Desafio de acerto e evolução da borracha no asfalto
O traçado de Fuji apresenta características singulares com sua reta principal de 1,5 km combinada ao setor final sinuoso, exigindo dos hipercarros um compromisso fino entre arrasto aerodinâmico e estabilidade em baixa velocidade.
A equipe trabalhará intensamente nas sessões livres para mapear a janela ideal de funcionamento dos compostos Michelin diante das oscilações térmicas típicas da região do Monte Fuji.
“Temos coisas novas para aprender neste fim de semana, mas também chegamos com uma base melhor do que tínhamos algumas corridas atrás. O resultado em Austin mostrou que estamos no caminho certo”, completou o brasileiro.
As atividades de pista em Fuji têm início nesta sexta-feira com os treinos livres, enquanto o grid será definido no sábado. A largada para as 6 Horas de Fuji está marcada para as 23 horas de sábado (horário de Brasília).
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