Mesmo antes de acelerar oficialmente no Mundial de Endurance (WEC), a Genesis já olha além de sua estreia na classe principal da categoria. A marca sul-coreana finaliza os preparativos para colocar o GMR-001 na pista em 2026 e também avalia uma possível entrada no IMSA SportsCar em 2027, enquanto mantém no radar a criação de um projeto GT3 no futuro.
A possibilidade foi reforçada por Cyril Abiteboul, chefe da Genesis Motorsport, que confirmou o interesse em transformar o conceito de um carro GT3 em algo concreto. No entanto, o dirigente fez questão de adotar um discurso prudente, deixando claro que o projeto depende de uma série de fatores estratégicos antes de sair do papel.
Durante entrevista coletiva, Abiteboul explicou que desenvolver um carro GT3 vai muito além do aspecto técnico. Segundo ele, é necessário criar um ambiente completo que envolva produção, suporte aos clientes e credibilidade em um mercado já dominado por fabricantes consolidados.
“Temos sonhos que queremos concretizar, e estamos trabalhando para isso. Mas um projeto GT3 exige um conjunto de elementos: um modelo de produção, propriedade intelectual, estrutura de suporte e capacidade de atender bem as equipes clientes. É um cenário extremamente competitivo, e convencer times a apostar em uma nova marca não é simples. Precisamos construir um verdadeiro ecossistema”, afirmou.
Abiteboul ressaltou que o foco inicial da Genesis está totalmente voltado ao programa do hipercarro no WEC. Somente após consolidar essa etapa será possível avaliar a viabilidade econômica de um projeto GT3, especialmente considerando que o grupo Hyundai mantém iniciativas em diferentes frentes do automobilismo.
“Produzir um carro GT não é o maior desafio. A grande questão é torná-lo financeiramente sustentável. O setor automotivo vive um momento difícil, com mais programas sendo encerrados do que ampliados. Além disso, ainda temos compromissos como o WRC”, explicou.
O dirigente também destacou que o futuro da Hyundai no Mundial de Rali permanece indefinido após 2026, já que os regulamentos previstos para 2027 ainda levantam mais dúvidas do que certezas.
Apesar do entusiasmo, Abiteboul deixou claro que a Genesis não trabalha com um cronograma fechado para o GT3. Segundo ele, cada avanço precisa ser analisado com cuidado, sempre pensando no fortalecimento da marca e na sustentabilidade do projeto.
“Queremos avançar passo a passo, avaliando tudo com muita atenção. Não se trata apenas de lançar um produto, mas de criar um ecossistema sólido. É um plano de longo prazo. Por mais que eu quisesse vender um carro GT3 amanhã, isso leva tempo. Não quero estabelecer datas”, concluiu.
Por fim, o chefe da Genesis reforçou a estrutura robusta do grupo sul-coreano como um diferencial para o futuro. “Somos um grande conglomerado, com Hyundai, Genesis e Kia. Nosso objetivo é ter uma organização flexível, escalável e preparada para qualquer desafio que apareça”, finalizou.
🔗 Junte-se à nossa comunidade!
👉 Entre no nosso grupo no WhatsApp para receber novidades, trocar ideias e ficar por dentro de tudo em tempo real.
📺 E não esqueça de se inscrever no nosso canal no YouTube para vídeos exclusivos, curiosidades e muito mais!
