A Ferrari garantiu que mantém viva a esperança na briga pelo título da temporada 2026 do Mundial de Endurance (WEC), mesmo após um fim de semana classificado como um “pesadelo” nas 6 Horas de Fuji, disputadas no Japão. Com apenas um ponto somado entre os Construtores depois do triunfo no Circuito das Américas, a esquadra de Maranello viu a líder Toyota abrir 28 pontos extras na classificação e a vice-líder BMW somar mais 15 tentos, mas a cúpula técnica italiana assegurou que lutará até o fim nas duas etapas restantes em Barcelona e Monza.
O melhor resultado da fábrica italiana em território japonês foi o décimo lugar obtido pelo protótipo 499P #51, conduzido pelo trio formado por Alessandro Pier Guidi, James Calado e Antonio Giovinazzi, que agora soma 59 tentos no sétimo posto da tabela de pilotos. O bólido irmão #50, tripulado pelos vencedores da prova de Austin Antonio Fuoco, Miguel Molina e Nicklas Nielsen, abandonou na segunda metade da disputa, estacionando nos 54 pontos e caindo para a nona posição geral.
Otimismo para Barcelona e Monza na reta final do campeonato
O chefe de operações de pista da fabricante de Maranello, Giuliano Salvi, avaliou a performance abaixo do esperado em solo nipônico, mas destacou as características dos traçados europeus que encerram o calendário como motivos para confiar em uma reviravolta esportiva.
“Tecnicamente, ainda está em aberto, e vamos continuar lutando todos os dias até que esteja decidido e a disputa termine. As duas pistas restantes devem ser mais favoráveis para nós, e Monza, especialmente, é nossa casa. Temos menos informações sobre Barcelona, mas não deve ser um pesadelo como aqui”, analisou Salvi, que reconheceu o ótimo trabalho da Toyota, que venceu em Fuji com o #8 de Ryo Hirakawa, Sébastien Buemi e Brendon Hartley.
Salvi utilizou a própria virada da rival asiática nos minutos finais para ilustrar a imprevisibilidade inerente às provas de longa duração: “Aqui, sinceramente, temos de dar os parabéns à Toyota, porque fez um trabalho incrível. Meia hora antes do fim da corrida, você não esperava ver uma Toyota na liderança. Então, assim como foram capazes de fazer isso, deveremos ser capazes de fazer o mesmo [nas próximas corridas]. A Toyota também liderava até 11 minutos para o fim em Austin, então nunca se sabe”.
Variáveis climáticas e desafio em traçado inédito
A penúltima etapa do WEC levará o pelotão ao Circuito da Catalunha, em Barcelona, cenário onde a maioria das equipes dispõe de referências limitadas em condições de corrida com hipercarros no final de outubro.
O dirigente da Ferrari ressaltou que oscilações meteorológicas e pistas com características térmicas distintas podem alterar substancialmente o rendimento dos compostos de pneus e o equilíbrio aerodinâmico dos protótipos.
“Especialmente porque vamos para uma pista nova, onde nem todos correram, e estamos no fim de outubro, então nunca se sabe o que pode acontecer com o clima. Nunca desistimos“, encerrou.
A equipe italiana intensifica os trabalhos de bancada e simulação na Itália antes do embarque para a Catalunha, focando na recuperação de pontos vitais para levar a decisão do título mundial para sua corrida de casa em Monza.
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