O japonês Takamoto Katsuta entra para a história do WRC nesta semana (23 a 26 de abril) como o primeiro piloto não europeu a liderar o campeonato mundial. O desafio da vez é o Rally Ilhas Canárias, a quinta etapa da temporada 2026, onde Katsuta defenderá sua vantagem na tabela após vitórias consecutivas no Quênia e na Croácia. Nas montanhas de Gran Canaria, a elite do rali mundial encara 301 km de especiais em asfalto de alta aderência, em uma prova que celebra sua histórica 50ª edição.
O fator Katsuta e o domínio da Toyota
A ascensão de Takamoto Katsuta não é por acaso. Com o GR Yaris Rally1, o japonês mostrou uma maturidade impressionante em 2026. “Não há margem para erro, todos estão no limite absoluto”, afirmou o líder, que busca dicas com o amigo Kalle Rovanperä para repetir o pódio da equipe no ano passado.
A Toyota Gazoo Racing chega como franca favorita, tendo ocupado as quatro primeiras posições nesta prova em 2025. Além de Katsuta, a equipe conta com o retorno de Sébastien Ogier, nove vezes campeão mundial, e Elfyn Evans, que precisa desesperadamente de pontos após dois abandonos seguidos.
Estradas vulcânicas exigem precisão de circuito
Diferente das estradas sujas da Croácia, as Ilhas Canárias oferecem um asfalto abrasivo, limpo e com aderência previsível, lembrando pistas de corrida. Isso exige notas de ritmo extremamente precisas, já que as curvas são longas e o erro de um segundo pode ser fatal para as pretensões de vitória.
A Hyundai Motorsport aposta em Adrien Fourmaux, o único do grid atual a já ter vencido este rali (pelo ERC), e no experiente Dani Sordo, que corre em casa. Thierry Neuville, ainda digerindo a vitória perdida no último estágio da etapa anterior, foca na precisão do i20 N Rally1 para dar o troco na Toyota.
Um marco histórico no asfalto espanhol
O Rally Ilhas Canárias não é apenas mais uma etapa; sua 50ª edição simboliza a consolidação de um evento que nasceu no cenário regional e conquistou o mundo. Historicamente, este rali premia pilotos com estilo de condução suave, minimizando o desgaste de pneus em temperaturas que costumam castigar os compostos da Pirelli.
No contexto atual, o rali serve como um divisor de águas: ou Katsuta prova que pode sustentar a pressão da liderança em superfícies técnicas, ou veremos nomes consolidados como Ogier e Neuville retomarem o controle do campeonato, aproveitando que a limpeza da pista não penaliza tanto quem larga na frente.
M-Sport e as promessas do futuro
Correndo por fora, a M-Sport Ford alinha Jon Armstrong e Josh McErlean. Armstrong vem de um ritmo encorajador na Croácia e espera que a agilidade do Puma Rally1 se adapte bem aos grampos de cabelo de Gran Canaria. A ação começa na noite de quinta-feira com uma superespecial dentro do Estádio Gran Canaria.
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