O jejum de duas décadas sem vitórias italianas na Fórmula 1 finalmente chegou ao fim. Com o triunfo de Andrea Kimi Antonelli no GP da China de 2026, a Itália voltou ao topo do pódio, algo que não acontecia desde Giancarlo Fisichella em 2006. No entanto, para Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, a celebração veio acompanhada de um sentimento agridoce.
Em entrevista ao jornal Corriere della Sera, o histórico dirigente não escondeu a emoção ao ver a evolução do piloto de 19 anos. “A vitória dele me emocionou. É um jovem que demonstra uma maturidade e compostura incomuns para a idade e para o perfil italiano”, destacou Montezemolo.
Apesar dos elogios à pilotagem precisa de Antonelli, que superou uma largada difícil para dominar a prova em Xangai, Montezemolo admitiu que a visão do compatriota vestindo o macacão prateado da Mercedes é incômoda. Questionado se preferia ver a joia italiana na Scuderia, ele foi categórico: “Exatamente. Foi um pouco frustrante vê-lo em um Mercedes”.
O ex-executivo comparou o talento de Antonelli ao de Max Verstappen, revelando que já monitorava o holandês desde os 12 anos. Contudo, defendeu a cautela da Ferrari em não queimar etapas, citando o exemplo de Felipe Massa, que foi “lapidado” na Sauber antes de subir para o time principal de Maranello.
Sobre o futuro do piloto, Montezemolo deixou um conselho: manter os pés no chão. “Kimi é diferente e a Mercedes fez um ótimo trabalho ao tirar a pressão inicial dele. Ele deve continuar evoluindo, pois provou ser perfeito em um carro superior, mas o automobilismo exige constância”, concluiu.
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