Will Power saiu de Phoenix Raceway com um sentimento de alívio e também de empolgação depois do primeiro contato oficial com a Andretti Global em pista. O australiano viveu um marco curioso: passaram-se 16 anos desde a última vez que ele estreou em um treino/teste como piloto de uma nova equipe na Indy até voltar a experimentar essa sensação, agora com a estrutura baseada em Indianápolis.
A última ocasião semelhante aconteceu em abril de 2009, quando Power foi acionado às pressas para substituir Hélio Castroneves na Team Penske — na época, o brasileiro estava na reta final de um processo por evasão fiscal na Flórida. O resultado veio rápido: Power terminou em sexto. Castroneves retornou no evento seguinte, mas a Penske decidiu manter Power, que mais tarde assumiria o carro #12 e construiria ali uma trajetória de peso, com dois títulos e uma vitória nas 500 Milhas de Indianápolis.
Agora, após optar no último verão por deixar a Penske e assinar com a Andretti Global, Power aguardando o fim de uma cláusula de não concorrência para poder se integrar plenamente ao novo time. Ele só pôde começar oficialmente a rotina com a equipe em 1º de janeiro e, poucos dias depois, acelerou no teste de pneus da Firestone no oval de uma milha no Arizona, guiando o Andretti Honda #26 — o que ele admite que pode marcar o início do último capítulo da carreira.
A sensação, segundo Power, foi a de recomeço. Ele descreveu o primeiro dia com a Andretti como um típico “primeiro dia de escola”: ambiente novo, pessoas novas, nomes para memorizar e aquela estranheza natural de quem ainda não se sente 100% em casa. Ao mesmo tempo, ele vê isso como positivo, por “tirar qualquer acomodação” e exigir foco máximo.
O veterano também elogiou a estrutura que encontrou, destacando a qualidade técnica do grupo, a força do comando no carro e a sintonia inicial com o engenheiro. Em termos de trabalho de pista, o objetivo foi simples e direto: acumular voltas, ajustar pontos básicos de conforto do piloto e começar a entender o comportamento do carro — que, neste caso, incluía suas primeiras voltas em um pacote Honda V6 biturbo e o acerto típico de oval curto da Andretti.
O teste, porém, teve limitações. As temperaturas baixas reduziram a janela útil de atividades e “cortaram” parte do dia, o que diminuiu a chance de explorar nuances mais profundas de chassi e motor. Mesmo assim, Power considerou o saldo positivo: carro equilibrado, sessão sem sustos e uma boa base de referências para quando a equipe retornar à pista.
No fechamento, Power resumiu a experiência como um lembrete do que o mantém competindo: o frio na barriga do desconhecido e, depois, a certeza de que ainda ama o que faz. Para ele, a expectativa antes de uma nova fase nem sempre é confortável — mas é justamente isso que mostra o quanto ele ainda se importa em performar bem.
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