Álex Palou foi escalado pela Ganassi para participar do teste da Indy NXT no circuito misto de Indianápolis nesta sexta-feira (16). O pentacampeão da IndyCar assume o volante do carro #11, substituindo Carson Etter, que segue em recuperação de uma cirurgia no ombro. A sessão também contará com o brasileiro Leonardo Escorpioni pilotando um exemplar pela HMD.
A escalação surpreende pela raridade: Palou nunca havia pilotado um carro de Indy NXT, tendo migrado diretamente da Super Fórmula para a Dale Coyne em 2020 antes de integrar a Ganassi no ano seguinte. A participação oferece à equipe uma oportunidade de desenvolvimento técnico com um piloto de elite em um teste de avaliação do comportamento dinâmico do monoposto.
Palou também testou o novo carro que estreará na temporada 2028 da Indy na última terça-feira (13), acumulando dados comparativos entre as gerações de propulsores e chassis da categoria americana.
Adaptação representa desafio significativo para o pentacampeão
O espanhol reconheceu publicamente as dificuldades envolvidas em transitar de um monoposto de elite para a plataforma de desenvolvimento. A mudança exige ajustes radicais em técnica de pilotagem, sensibilidade de freios e gerenciamento aerodinâmico.
“Vai ser difícil. É sempre muito complicado passar de um carro com mais pressão aerodinâmica e freios de carbono e tudo mais para um carro um pouco menor, com menos downforce, menos potência e que não tem o mesmo desempenho”, apontou Palou em análise técnica.
O piloto comparou a experiência à sua passagem pela Fórmula 3 entre 2017 e 2018, sugerindo que a Indy NXT apresenta um patamar de dificuldade similar ao enfrentado quase uma década atrás.
Conhecimento do traçado facilita processo de adaptação
Apesar das limitações técnicas do carro, Palou destacou que a familiaridade com o circuito misto de Indianápolis oferece vantagem competitiva na coleta de dados e avaliação de desempenho. O pentacampeão é veterano da pista, tendo conquistado inúmeras vitórias e pole-positions no traçado híbrido.
“Estou empolgado para ajudar a equipe a sentir como esse carro se comporta. Mas pelo menos conheço a pista, então isso vai facilitar as coisas. E, sim, estou animado para ver do que esse modelo é capaz e ajudar o time o máximo que puder”, reforçou o competidor.
A utilização de Palou como piloto de testes reflete estratégia comum nas operações de elite: maximizar a coleta de dados técnicos aproveitando a experiência de um condutor consagrado, ainda que em contexto de desenvolvimento e não de competição regular.
Mudança de hábitos exigida pela diferença tecnológica
O pentacampeão ressaltou que sua experiência acumulada na IndyCar pode representar um obstáculo inicial na adaptação, já que os hábitos de pilotagem desenvolvidos no carro de elite devem ser parcialmente descartados para o domínio da plataforma de acesso.
“A experiência pode ajudar, com certeza. Porém, ao mesmo tempo, tenho tantas coisas que faço no carro atual, como a maneira como freio e como sinto o carro, que é completamente diferente da Indy NXT”, reconheceu Palou.
“Provavelmente será como a Fórmula 3 atual, que eu pilotei, talvez uns oito ou dez anos atrás. Então, sim, vai levar um tempo para me acostumar. Sei que não estarei a 100%. Mas acho que não precisamos. O bom é que não estamos correndo, apenas testando e tentando aprender o máximo possível”, concluiu o espanhol sobre a sessão iminente.
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