Os pilotos Álex Palou e Pato O’Ward completaram um dia intenso de testes de pneus com a Firestone no circuito oval de Nashville na última terça-feira (7). O objetivo central da fabricante foi validar um novo composto dianteiro direito, visando eliminar falhas de integridade como a que custou a vitória de O’Ward na prova do ano passado, além de aplicar o aprendizado obtido na recente e elogiada etapa de Phoenix.
Foco na segurança e na durabilidade do composto
A atividade em Nashville serviu para testar a resistência dos pneus sob as altas cargas laterais do oval de 1,33 milha. No ano passado, Pato O’Ward liderava a corrida quando um furo no pneu dianteiro direito causou uma batida no muro, um incidente que motivou a Firestone a acelerar o desenvolvimento de uma estrutura mais robusta para 2026.
Ao todo, os pilotos completaram 362 voltas, focando em stints curtos e longos para fornecer feedback técnico sobre a degradação e a estabilidade.
“A Firestone tentou encontrar algo que fosse superdurável para segurança e realmente bom para corridas”, afirmou Palou. O tetracampeão explicou que, embora as equipes não possam alterar o acerto do carro nesses testes, os dados são fundamentais para moldar o comportamento do grid.
Feedback dos pilotos molda o “espetáculo” na pista
Diferente de um treino convencional de pré-temporada, o teste de pneus é uma tarefa voltada para a fabricante. Álex Palou destacou que o objetivo é criar uma “janela de funcionamento” maior, permitindo que os pilotos utilizem diferentes linhas de corrida, inclusive a linha de cima, o que aumenta as ultrapassagens.
O sucesso da etapa de Phoenix, considerada uma das melhores corridas em ovais dos últimos tempos, foi citada como o padrão a ser seguido pela Firestone em Nashville.
“Sinto que demos um bom passo. Queremos um pneu que dê mais confiança em diferentes traçados. Isso tem valido a pena na pista, o que é ótimo para pilotos, equipes e fãs”, avaliou o piloto da Chip Ganassi.
O papel tecnológico da Firestone na IndyCar
A Firestone desempenha um papel que vai além do fornecimento de borracha; ela é a arquiteta do equilíbrio técnico na IndyCar. Por ser uma categoria com chassis e motores muito próximos em performance, o comportamento dos pneus é o fator que dita a agressividade das estratégias.
Historicamente, circuitos como Nashville e Phoenix exigem o máximo dos pneus dianteiros direitos devido à inclinação das curvas. Projetar um composto que resista ao calor extremo sem perder aderência é o “Santo Graal” para garantir que as corridas em ovais continuem sendo o grande diferencial do automobilismo americano.
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