A Chip Ganassi Racing confirmou nesta segunda-feira (28) a contratação de Christian Lundgaard para a temporada 2027 da IndyCar. O dinamarquês assinou um contrato plurianual e assumirá o Honda #9, substituindo Scott Dixon, que deixou a equipe após 24 temporadas em tempo integral para defender a Arrow McLaren.
Lundgaard chega após melhor temporada na IndyCar
A escolha da Ganassi acontece depois da melhor campanha de Lundgaard na categoria. Em 2026, o piloto terminou o campeonato em terceiro lugar, seu melhor resultado na IndyCar, além de conquistar duas vitórias.
Os triunfos vieram no circuito misto do Indianapolis Motor Speedway e em Road America, resultados que elevaram para três o número de vitórias do dinamarquês na categoria.
A primeira vitória havia sido conquistada em Toronto, em 2023, ainda pela Rahal Letterman Lanigan Racing.
Novo desafio em um dos carros mais importantes do grid
A transferência coloca Lundgaard em uma das estruturas mais tradicionais da IndyCar.
O carro #9 carrega uma história particularmente ligada a Scott Dixon. O neozelandês passou 25 anos na Ganassi, conquistou seis campeonatos e venceu as 500 Milhas de Indianápolis de 2008 com a equipe.
Dixon também acumulou 58 vitórias pela Ganassi e terminou sua passagem pela organização como o piloto mais longevo e vencedor da história do programa.
Agora, Lundgaard terá a missão de iniciar uma nova fase para um equipamento que se tornou uma das principais referências da categoria nas últimas décadas.
Ganassi aposta no desenvolvimento de jovens talentos
A contratação também segue uma característica histórica da organização comandada por Chip Ganassi: identificar pilotos com potencial e desenvolvê-los dentro de uma estrutura competitiva.
Ao anunciar Lundgaard, Ganassi destacou justamente a capacidade do dinamarquês de vencer corridas e afirmou que a equipe acredita que ele possui talento para evoluir até a condição de candidato ao título.
O movimento representa uma mudança de perfil. Em vez de buscar um substituto com uma trajetória semelhante à de Dixon, a equipe aposta em um piloto de 25 anos, já vencedor e com experiência suficiente para assumir um dos carros de maior pressão do grid.
Lundgaard ainda busca evolução nos ovais
Embora tenha demonstrado competitividade em diferentes tipos de pista, Lundgaard ainda tem um ponto específico a desenvolver em sua trajetória na IndyCar.
O dinamarquês construiu boa parte de seus melhores resultados em circuitos de rua e mistos. Em 2026, porém, também conquistou seu primeiro pódio em um oval, em Milwaukee, ampliando sua capacidade de adaptação.
Nas 500 Milhas de Indianápolis, seu melhor resultado até agora é o sétimo lugar, obtido em 2025. A melhor posição de largada de Lundgaard na prova foi o oitavo lugar.
A evolução nos ovais será, portanto, uma das peças importantes de sua adaptação ao programa Ganassi.
Os números que sustentam a escolha
Desde sua estreia em tempo integral na IndyCar, em 2022, Lundgaard acumulou três vitórias, quatro poles e 16 pódios. Em 87 largadas, também soma 21 resultados entre os cinco primeiros, segundo a IndyCar.
Antes de chegar aos Estados Unidos, o piloto teve passagem pela Fórmula 2 e trabalhou brevemente como piloto de simulador da Alpine na Fórmula 1.
Ele ingressou na IndyCar em 2021 com a RLL e disputou sua primeira temporada completa em 2022. Em 2025, mudou-se para a Arrow McLaren, onde permaneceu por duas temporadas.
Mudança encerra ciclo histórico de Dixon
A chegada de Lundgaard acontece em meio a uma profunda reformulação do mercado de pilotos da IndyCar para 2027.
Dixon decidiu encerrar sua trajetória na Ganassi e assinou com a Arrow McLaren. O movimento abriu espaço para Lundgaard justamente porque a McLaren havia decidido não renovar com o dinamarquês após seu contrato de dois anos.
A troca criou uma espécie de movimento cruzado entre duas das principais equipes da categoria: Dixon parte para a McLaren, enquanto Lundgaard deixa a McLaren para assumir o lugar do neozelandês na Ganassi.
Lundgaard terá Palou e Simpson como companheiros
Na temporada 2027, Lundgaard fará parte de uma formação que terá Alex Palou e Kyffin Simpson como companheiros.
Palou chega ao novo campeonato como tetracampeão consecutivo e dono de cinco títulos da IndyCar em um intervalo de seis temporadas, enquanto Simpson representa uma aposta mais jovem da estrutura Ganassi.
A formação combina, portanto, um campeão consolidado, um piloto em desenvolvimento e Lundgaard, que chega após sua melhor temporada na categoria.
O peso histórico do #9
O número 9 tornou-se especialmente associado a Dixon durante sua longa passagem pela Ganassi.
A trajetória do neozelandês inclui seis campeonatos, 58 vitórias, 32 poles e 21 temporadas consecutivas com pelo menos uma vitória pela equipe. Dixon também conquistou 6.982 voltas na liderança e completou mais de 57 mil voltas com as cores da Ganassi.
Para Lundgaard, assumir esse carro significa entrar diretamente em um dos capítulos mais importantes da história recente da IndyCar.
Um novo ciclo começa em 2027
Lundgaard definiu a oportunidade como uma honra e destacou o significado de competir pelo carro #9 PNC Bank Honda. O piloto também afirmou que pretende disputar vitórias, campeonatos e a 500 Milhas de Indianápolis com a Ganassi.
A temporada 2027 começará em 7 de março, nas ruas de St. Petersburg, na Flórida.
A mudança coloca Lundgaard diante de uma nova etapa da carreira: depois de três vitórias e um terceiro lugar no campeonato, o dinamarquês passa a integrar uma equipe acostumada a disputar títulos e assume um carro diretamente ligado a uma das maiores trajetórias da IndyCar.
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