Kyle Kirkwood criticou o novo procedimento de bandeiras amarelas da Indy após o GP de Detroit, disputado no domingo (31), e atribuiu a mudança à pressão gerada pela cobertura do caso de Alexander Rossi em Indianápolis. O piloto da Andretti avaliou que as neutralizações em excesso atrapalharam sua estratégia e classificou o cenário como decepcionante.
Caso Rossi mudou critério da direção de prova
A discussão começou após o GP de Indianápolis, quando Rossi parou o carro na pista e permaneceu por alguns segundos no cockpit à espera de uma neutralização. Como a bandeira amarela não foi acionada, o piloto deixou o carro ainda sob bandeira verde.
Três dias depois, a categoria alterou o procedimento para situações de full-course yellow. Desde então, a direção de prova passou a priorizar o incidente em si, sem considerar posição de pista ou janela estratégica de pit-stop.
Detroit expôs nova postura da Indy
Em Detroit, o efeito foi imediato. A corrida teve uma sequência de amarelas que interferiu diretamente no andamento da prova e no jogo estratégico entre os líderes.
Kirkwood, que terminou como principal perseguidor de Álex Palou, entendeu que a nova abordagem passou do ponto. Para ele, a reação da direção de prova foi influenciada pela pressão externa depois do episódio envolvendo Rossi.
Piloto diz que pressão da mídia influenciou decisão
“Para ser sincero, quando você é tão ridicularizado e criticado pela mídia, pelos pilotos e por todos os envolvidos, o que você espera da direção de prova é que ela acione bandeiras amarelas quando ocorrem incidentes”, afirmou Kirkwood.
Na sequência, o piloto questionou a leitura feita sobre o caso de Indianápolis e minimizou o risco da situação vivida por Rossi.
“Acho que foi a decisão certa? Não. Mas, ao mesmo tempo, parecia que eles estavam sob pressão demais por deixarem um piloto na reta principal que estava em uma posição relativamente segura, com 25 ou 26 pilotos competentes que não iriam bater nele”, declarou.
Estratégia em Detroit foi afetada pelas neutralizações
O americano também ligou diretamente as amarelas ao resultado da corrida. Segundo ele, duas intervenções aconteceram justamente no momento em que sua estratégia começava a funcionar contra Palou.
“Duas bandeiras amarelas me pegaram desprevenido na disputa pela liderança, quando quase fiz o overcut no Palou e tentei ultrapassá-lo. A amarela surgiu justamente quando eu estava em vantagem, então fiquei bastante decepcionado”, disse o piloto.
A fala ajuda a explicar a frustração do piloto da Andretti, que viu a corrida escapar em detalhes num circuito de rua onde posição de pista e tempo de reação são decisivos.
Kirkwood volta à carga contra excesso de amarelas
Kirkwood deixou claro que entende o motivo da mudança, mas não concorda com o resultado prático dela. Para o piloto, a categoria reagiu em excesso ao episódio anterior.
“Não era como se estivesse chovendo. Havia 100 bandeiras amarelas na pista. Honestamente, é isso que acontece quando vocês [da imprensa] criticam eles. Foi decepcionante de ver”, criticou.
Depois, reforçou o mesmo raciocínio ao resumir sua visão sobre a nova postura da direção de prova.
“Mas entendo a posição deles. Vocês todos pediram bandeiras amarelas, então eles vão acionar”, completou Kirkwood.
Debate deve seguir nas próximas etapas
A repercussão da fala tende a prolongar a discussão nas próximas corridas da temporada 2026. Isso porque o tema não envolve apenas uma interpretação isolada de Detroit, mas o padrão que a Indy pretende adotar daqui para frente.
Para Kirkwood, o prejuízo já ficou claro. Para a categoria, o desafio agora será mostrar que consegue ajustar o procedimento sem comprometer nem a segurança nem a lógica esportiva das corridas.
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