Caio Collet deixou o GP de St. Louis da Indy visivelmente abalado após abandonar a corrida por uma quebra de motor na volta 226. O brasileiro da AJ Foyt Racing vinha protagonizando uma de suas atuações mais competitivas na categoria, saindo da 20ª posição do grid para disputar o top-10 e até liderar a prova em determinados momentos.
Corrida de recuperação impressionou no oval
A prova começou de forma promissora para Collet. Largando apenas em 20º, o brasileiro ganhou posições rapidamente e já aparecia entre os quinze primeiros ao fim da volta inicial.
O forte ritmo de corrida, combinado com o momento correto das neutralizações, permitiu que o piloto avançasse ainda mais. Na primeira interrupção por chuva, que resultou em bandeira vermelha, Collet ocupava a segunda colocação, atrás apenas de Marcus Ericsson.
Estratégia colocou brasileiro entre os líderes
Após a relargada, o piloto da Foyt seguiu agressivo e aproveitou as oportunidades criadas pelas estratégias de pit-stop para assumir a liderança da prova durante sete voltas.
Embora tenha perdido algumas posições na sequência, Collet permaneceu competitivo e seguia firme dentro do top-10 quando o problema mecânico apareceu.
O abandono interrompeu uma corrida que tinha potencial para se transformar no melhor resultado de sua temporada de estreia na Indy.
Brasileiro tenta conter emoção após abandono
Logo após deixar o carro, Collet demonstrou frustração com o desfecho da corrida. O piloto precisou segurar as lágrimas ao comentar o que aconteceu.
“É muito difícil. Fizemos tudo certo hoje, tanto na estratégia quanto na pilotagem. Isso é corrida”, afirmou Caio Collet após o abandono.
A declaração resume o sentimento de um piloto que viu escapar um resultado construído ao longo de mais de 200 voltas de forma consistente e competitiva.
Resultado não reflete desempenho
Oficialmente, Collet foi classificado na 22ª posição, resultado que não traduz o que apresentou na pista ao longo da corrida.
O brasileiro figurou entre os destaques da prova e mostrou capacidade de adaptação em um dos formatos mais complexos do calendário da Indy. Em ovais, gerenciamento de tráfego, leitura estratégica e execução nas relargadas são fatores determinantes, e Collet respondeu bem em todos eles.
Estreante segue mostrando evolução
Mesmo sem o resultado final esperado, a atuação em St. Louis reforça os sinais positivos da temporada do brasileiro. Em seu primeiro ano completo na categoria, Collet vem demonstrando velocidade crescente e capacidade de competir em diferentes tipos de circuitos.
Historicamente, a adaptação aos ovais é um dos maiores desafios para pilotos que chegam à Indy vindos da Europa ou das categorias de base americanas. Por isso, a performance apresentada em St. Louis pode ser vista como um passo importante em sua evolução.
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