A Fórmula E estuda uma mudança importante em seu calendário a partir da primeira temporada da era Gen4: a possível saída do tradicional Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, para dar lugar ao circuito urbano de Norisring, em Nuremberg, pista consagrada pelo DTM. Em 12 anos de existência, a categoria elétrica caminha para completar 11 corridas em Berlim, mas o salto de desempenho dos novos carros abriu espaço para uma revisão de cenário.
Tempelhof é hoje o traçado mais longevo em atividade na Fórmula E, tendo recebido provas em dez das 11 temporadas já disputadas, além da etapa já programada para a 12ª edição, em maio. Apesar da forte tradição, o traçado plano e travado do antigo aeroporto não é visto como ideal para os Gen4, que prometem velocidades significativamente mais altas e exigem pistas mais desafiadoras.
Segundo o portal inglês The Race, a Fórmula E retomou conversas com Norisring, circuito urbano que recebe o DTM anualmente e já havia sido cogitado em 2015. Naquele ano, Tempelhof foi usado como abrigo para refugiados da Síria, e a categoria chegou a negociar com Nuremberg, mas o acordo não avançou – a solução acabou sendo uma corrida única na região da Alexanderplatz.
Agora, com a chegada do Gen4, as tratativas ganharam força. O plano em estudo prevê até uma parceria de calendário entre Fórmula E e DTM, com provas em fins de semana consecutivos: a Fórmula E aconteceria entre 26 e 27 de junho e o DTM teria etapas entre 4 e 5 de julho.
O vice-presidente de cidades-sede da Fórmula E, Oli McCrudden, ressaltou que qualquer mudança precisa considerar o impacto sobre a rotina local:
“O impacto na construção dos circuitos sobre a cidade precisa ser limitado. Eles também recebem outros eventos nessa época do ano. Então, se formos pensar em entrar nessas pistas, precisamos ter empatia com os residentes, negócios e o outro evento, que já tem um acordo ali há muito tempo.”
Uma saída definitiva da Alemanha do calendário é considerada altamente improvável. Para a Fórmula E, o país é um mercado-chave e também um reconhecimento ao compromisso da Porsche, que permanece na categoria a longo prazo e ainda prepara a chegada de uma equipe B para 2027.
Além disso, há expectativa em torno da possível entrada da Opel, marca do Grupo Stellantis, o que adicionaria mais uma fabricante alemã ao grid.
“A Alemanha é como o Reino Unido, precisa estar no calendário”, reforçou McCrudden. “Berlim tem sido ótima, mas depois de 11 anos talvez seja hora de fazer algo diferente, renovar um pouco. A opção de voltar a Tempelhof ainda existe”, completou.
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