A Fórmula E deu início a um processo de avaliação técnica e comercial para garantir sua permanência no Japão durante a era Gen4, que começa em 2026. O cofundador da categoria, Alberto Longo, revelou que o objetivo primordial é adaptar o atual circuito de rua em Tóquio para os novos carros, que serão mais potentes e largos, mas não descartou a migração para traçados permanentes como Sugo ou Fuji caso as negociações com o governo local e os custos logísticos não avancem.
O desafio técnico do Gen4 em traçados estreitos
A introdução dos carros de quarta geração trará um salto de performance que preocupa pilotos e equipes. António Félix da Costa classificou a atual pista de Tóquio, na região de Ariake, como “muito apertada” para bólidos que terão tração integral e 600 kW de potência.
Segundo Longo, a organização trabalha para alargar trechos específicos do circuito próximo ao Tokyo Big Sight. “Estamos tentando modificar o traçado, mas simulações indicam que, mesmo sem mudanças, o local ainda teria capacidade de receber o Gen4”, afirmou o dirigente.
Equação financeira e a sombra de circuitos permanentes
Além da técnica, a questão financeira pesa: o custo da operação em Tóquio gira entre € 20 e 22 milhões, e o contrato precisa de renovação. Se a viabilidade econômica na capital for comprometida, a Fórmula E já ventila alternativas para manter sua presença no estratégico mercado nipônico, que conta com marcas como Nissan, Yamaha e Bridgestone.
O circuito de Sugo, de propriedade da Yamaha, surge como uma das opções preliminares devido à sua tradição no esporte a motor local. Já o icônico circuito de Fuji, ex-palco da F1, também está no radar, embora sua longa reta exija adaptações, como chicanes, para garantir a regeneração de energia característica da categoria.
Diferente do ExCel Center, em Londres, que já foi descartado para o Gen4 por limitações físicas, Tóquio ainda é a prioridade absoluta da categoria elétrica.
O impacto das fabricantes japonesas no calendário
A manutenção de uma etapa no Japão é vital para o ecossistema da Fórmula E. Com a entrada da Yamaha (via Lola) e o retorno da Bridgestone como fornecedora de pneus, a categoria consolidou um hub tecnológico no país.
Historicamente, a Fórmula E sempre priorizou centros urbanos por questões de sustentabilidade e proximidade com o público. No entanto, a evolução radical de performance dos carros está forçando uma transição gradual e necessária para autódromos de nível internacional, onde a potência de mais de 800 cv pode ser explorada com segurança.
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