Nesta terça-feira (2), após semanas de especulação e suspense na reta final do campeonato, a Red Bull finalmente confirmou as escalações de pilotos para a temporada 2026 da F1. Max Verstappen, como esperado, mantém o assento que ocupa desde 2016, mas agora terá um novo companheiro de equipe: Isack Hadjar.
O piloto francês estreou em 2025 após conquistar o vice-campeonato da Fórmula 2 em 2024 e vem tendo uma temporada de estreia bastante sólida pela Racing Bulls. Em 23 etapas até o momento, Hadjar acumulou 51 pontos e ocupa a décima posição no Mundial de Pilotos, à frente de Liam Lawson e de Yuki Tsunoda, a quem substituirá em Milton Keynes no ano que vem.
Além disso, Hadjar conquistou seu primeiro pódio na F1 ao terminar em terceiro lugar no GP dos Países Baixos, em 31 de agosto, consolidando sua posição como uma das apostas mais promissoras do programa júnior da Red Bull.
Ao longo de 2025, a Red Bull enfrentou dificuldades significativas com a posição de segundo piloto, e agora busca maior estabilidade para a próxima temporada. A equipe apostou em Liam Lawson no início do ano, apesar de sua pouca experiência, mas a escolha não funcionou como esperado. Após apenas dois fins de semana de corrida, a Red Bull voltou atrás e devolveu o neozelandês à Racing Bulls já para o GP do Japão.
Para o restante da temporada, Yuki Tsunoda foi promovido como companheiro de Verstappen, após passar quatro anos completos na equipe secundária da Red Bull. No entanto, a solução sempre foi vista como temporária, já que o japonês também deixou a desejar, somando apenas 33 pontos no ano e ficando em 15º no Mundial de Pilotos.
Arvid Lindblad fará sua estreia na Fórmula 1 pela Racing Bulls em 2026. O inglês, de ascendência sueca e indiana, vem se preparando há algum tempo com diversos testes da equipe e já impressionou a cúpula da Red Bull.
Lindblad dominou o Campeonato de Fórmula Regional da Oceania com seis vitórias, 12 pódios e 370 pontos. Embora sua primeira temporada na F2 com a Campos Racing não tenha sido das mais impressionantes — somando 121 pontos e ocupando atualmente a sexta posição —, ele ultrapassou seu companheiro de equipe Pepe Martí no último fim de semana no Catar, onde o espanhol não competiu.
A Red Bull já havia escolhido Lindblad há algum tempo e, inclusive, solicitou uma exceção à FIA em relação à sua superlicença para que ele pudesse pilotar carros de F1 em testes antes de completar 18 anos. No final de outubro, no TL1 no México, ele impressionou seus chefes com seu desempenho.
Em comunicado, o jovem piloto demonstrou gratidão e entusiasmo com a oportunidade: “Gostaria de agradecer a todos na VCARB pela oportunidade. Desde que comecei esta jornada aos cinco anos de idade, meu objetivo sempre foi estar na Fórmula 1, então é um momento de muito orgulho dar este passo. Sou extremamente grato ao Programa Júnior da Red Bull e à minha equipe pessoal pela orientação, mentoria e confiança; nada disso teria sido possível sem o apoio deles.”
Lindblad também reconheceu os desafios à frente: “O ano de 2026 será um grande desafio e sei que há muito a aprender, mas estou pronto para trabalhar em estreita colaboração com a equipe e estar à altura. Mal posso esperar para começar, será um ano emocionante.”
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