A Red Bull apresentou uma proposta formal de renovação contratual a Max Verstappen com o objetivo de estender o vínculo até o final de 2029 e eliminar a cláusula de rescisão por desempenho que entrou em vigor após o GP da Hungria, segundo o jornal alemão Bild. A oferta inclui aumento salarial sobre os atuais 65 milhões de euros anuais e representa a tentativa mais concreta da equipe austríaca de garantir a permanência do tetracampeão a longo prazo.
A cláusula em questão permite a Verstappen rescindir o contrato unilateralmente caso não esteja entre os dois primeiros do Mundial ao término da etapa húngara. Com o holandês na sexta posição, a 110 pontos do líder, a condição foi automaticamente ativada, dando ao piloto a opção de comunicar sua saída até outubro.
Red Bull age para evitar incerteza prolongada
A cúpula da Red Bull, liderada pelo chefe de equipe Laurent Mekies e pelo diretor esportivo Oliver Mintzlaff, decidiu agir de forma proativa para afastar o risco de perder Verstappen antes do fim do contrato original, válido até 2028.
Ao contrário de rumores que circularam no paddock sobre um pagamento único de 9 milhões de euros para anular a cláusula, a equipe optou por uma solução estrutural: um novo contrato de longo prazo, sem gatilho de desempenho e com condições financeiras mais atrativas.
A proposta já está nas mãos do piloto e de seu empresário, Raymond Vermeulen, há algumas semanas. Até o momento, nenhuma resposta oficial foi dada, e o entorno de Verstappen não demonstra pressa para fechar o acordo.
Verstappen avalia cenário antes de decidir
O silêncio do lado do piloto é estratégico. Ao manter o futuro em aberto, Verstappen preserva sua capacidade de negociação e observa como o cenário competitivo da Red Bull evolui antes de se comprometer com mais quatro anos na equipe de Milton Keynes.
Vermeulen já havia sinalizado a intenção de continuidade em declarações anteriores: “Queremos continuar com a Red Bull e que Max encerre sua carreira aqui enquanto tiver chance de vencer.” A frase, porém, carrega uma condição implícita — a de que o carro precisa ser competitivo o suficiente para brigar pelo título.
A relação entre Verstappen e a Red Bull é uma das mais vitoriosas da história recente da Fórmula 1. Desde 2021, o holandês conquistou quatro títulos mundiais consecutivos, tornando-se o terceiro piloto a alcançar esse feito, ao lado de Michael Schumacher e Sebastian Vettel.
Pressão interna cresce nos bastidores
A demora na resposta começa a gerar desconforto dentro da organização. Segundo o Bild, o herdeiro da Red Bull, Mark Mateschitz, e o diretor Oliver Mintzlaff estão “bastante incomodados” com a incerteza que se arrasta desde meados de maio.
A equipe precisa de uma definição para planejar sua estrutura de pilotos para 2026 em diante. Sem uma resposta de Verstappen, a Red Bull fica impossibilitada de avaliar alternativas no mercado, que já começa a movimentar contratos para as próximas temporadas.
A expectativa é de que o processo seja resolvido nos bastidores em breve, especialmente com a pausa de verão da Fórmula 1 abrindo espaço para negociações fora do ambiente de pressão do paddock.
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