Oscar Piastri transformou a pole da sprint em uma vitória dominante no Catar, controlando as 19 voltas em Lusail à frente de George Russell e do companheiro de equipe Lando Norris. O piloto da McLaren praticamente não foi ameaçado, exceto por uma leve queda de desempenho dos pneus no fim, e cruzou a linha de chegada com autoridade.
Logo na largada, Piastri reagiu bem e manteve a ponta, enquanto Russell precisou se defender de Norris na entrada da curva 1. Atrás deles, Fernando Alonso perdeu terreno e foi superado pelos dois carros da Red Bull, com Max Verstappen subindo rapidamente para 4º lugar ainda nas primeiras curvas.
Verstappen limitado por porpoising e apenas em 4º
Lutando pelo título, Verstappen até ganhou duas posições em relação à largada (de 6º para 4º), mas voltou a sofrer com o porpoising (quicagem do carro) que já o havia incomodado na sexta-feira. Pelo rádio, o holandês reclamou diversas vezes de que o carro estava “saltando” demais e de dificuldades até na comunicação de rádio, o que o impediu de atacar Norris com mais força.
Sem ritmo suficiente para brigar com as McLarens e com Russell, Verstappen precisou se contentar com o quarto lugar, atrás inclusive do rival direto da Mercedes.
Antonelli e Tsunoda punidos; Alonso e Sainz fecham a zona de pontos
Na fase final, a corrida passou a ser fortemente influenciada pela gestão de pneus e pelo respeito aos limites de pista. Yuki Tsunoda, que vinha fazendo boa prova, recebeu uma punição de 5 segundos por exceder os limites da pista em múltiplas ocasiões.
Inicialmente, isso beneficiou Andrea Kimi Antonelli, que subiu para quinto após o japonês ser punido e ainda ganhou mais uma posição quando Alonso escapou na última curva. Porém, o jovem italiano acabou cometendo o mesmo erro que Tsunoda: também ultrapassou repetidamente as linhas de limite da pista e recebeu, depois da bandeirada, cinco segundos de penalidade, caindo para 6º.
Com o ajuste, Tsunoda herdou a 5ª colocação, somando quatro pontos importantes. Fernando Alonso e Carlos Sainz completaram a lista de pilotos na zona de pontuação, em uma sprint onde a prioridade foi preservar pneus e manter o carro dentro da pista.
Sexta de pressão: só uma hora de treino antes da classificação
O formato do fim de semana deixou tudo ainda mais apertado: apenas uma hora de treino livre na sexta-feira, aumentando o peso da Sprint Qualifying para definir o grid da corrida curta.
Na classificação, Piastri brilhou na última tentativa e garantiu a pole por apenas 0s032 sobre Russell. Norris chegou a entrar na briga, mas um erro na última curva o levou à brita, tirando a chance de pole. Alonso fez um forte 4º tempo com a Aston Martin, enquanto Tsunoda foi o 5º, surpreendendo ao ficar à frente do próprio Verstappen.
O holandês, que costuma ser especialista nesse formato (com 10 poles de sprint no currículo), teve de se conformar com o 6º lugar no grid.
Dia complicado para Hamilton e outros punidos ao fundo do pelotão
Se o sábado foi razoável para a Mercedes com Russell, o quadro foi bem pior para Lewis Hamilton. O heptacampeão caiu ainda no SQ1, em 18º, e resumiu a própria performance em uma curta resposta de 10 palavras na entrevista pós-sessão. Com o resultado, a equipe optou por mexer no carro sob regime de parc fermé, forçando o inglês a largar do pit lane.
Na mesma condição largaram Lance Stroll, Pierre Gasly e Franco Colapinto, que também tiveram o acerto alterado e usaram a sprint praticamente como um treino estendido, parando para pneus novos em diferentes momentos da prova.
Largada, pneus e disputa no meio do pelotão
Na hora da corrida, a maioria dos 16 carros no grid optou pelo composto médio, mesclando jogos novos e usados entre os líderes. Piastri largou limpo, abriu mais de 1 segundo em poucas voltas e rapidamente se isolou na frente.
No meio do pelotão, Charles Leclerc teve um começo difícil: passou reto na curva 2, caiu de 9º para 13º e ficou preso em um “trem de DRS”. Hamilton, partindo do pit lane, pouco avançou e permaneceu próximo ao fim do grid durante toda a sprint.
Enquanto Piastri ampliava a vantagem para cerca de 2 segundos sobre Russell na volta 11, a Mercedes já alertava seu piloto sobre possível degradação dos pneus, mas o top 3 permaneceu estável.
Mais atrás, Liam Lawson (Racing Bulls) tentou ultrapassar Leclerc, chegou a sair da pista e devolveu a posição, em mais um exemplo das dificuldades de manter o carro dentro dos limites de Lusail. Tsunoda foi investigado e punido, e Antonelli acabou repetindo o erro, recebendo também penalidade idêntica.
Zero pontos para Ferrari e Kick Sauber ainda “zerada” em sprints
Ao final das 19 voltas, Leclerc cruzou apenas em 13º, e Hamilton em 17º, deixando a Ferrari sem pontos na sprint. Isack Hadjar terminou em 9º, seguido por Alex Albon em 10º, com Gabriel Bortoleto e Ollie Bearman logo atrás. Com isso, a Kick Sauber segue como única equipe sem pontuar em corridas sprint na temporada.
Liam Lawson fechou em 14º, seguido por Esteban Ocon e Nico Hülkenberg, enquanto os que largaram dos boxes trocaram pneus em diferentes momentos, tratando a corrida mais como laboratório do que como chance real de pontuar.
No topo, porém, não houve dúvidas: Piastri confirmou o domínio, somou os oito pontos máximos da sprint e reforçou sua candidatura na luta pelo título, com Russell e Norris completando um pódio que refletiu a força de McLaren e Mercedes em Losail.
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