Prestes a retornar ao grid da F1 como titular da Cadillac, Sergio Pérez aproveitou para refletir sobre o período em que defendeu a Red Bull ao lado de Max Verstappen. Para o mexicano, o atual campeão mundial possui personalidades distintas: uma figura amigável fora dos circuitos e um competidor implacável assim que assume o cockpit.
Embora a relação pessoal entre os dois sempre tenha sido pautada pelo respeito — com Verstappen elogiando publicamente o ex-parceiro e Pérez sendo peça-chave no título de 2021 em Abu Dhabi —, a convivência também foi marcada por momentos de alta tensão. O episódio mais emblemático ocorreu no GP de São Paulo de 2022, quando o holandês, já com o título garantido, ignorou ordens da equipe e se recusou a ceder a sexta posição para Pérez, que lutava pelo vice-campeonato contra Charles Leclerc.
Em participação no podcast Cracks con Oso Trava, Pérez detalhou como enxerga essa dualidade do ex-companheiro e relembrou o impacto daquele incidente em Interlagos.
“Max é uma ótima pessoa, mas quando ele fica atrás do volante, algo muda, ele se transforma, ele se torna uma pessoa diferente. Havia algo no Brasil [em 2022] que ele mantinha dentro de si e nunca deixava sair. Já havíamos conversado sobre isso antes e achávamos que já havia passado e toda a equipe sentia o mesmo. Por isso, ficamos todos surpresos por ele ter tocado no assunto novamente naquele momento”, revelou o mexicano.
Pérez não poupou elogios à capacidade técnica e psicológica de Verstappen, mas apontou o que considera ser o ponto sensível do piloto da Red Bull: o gerenciamento de crises.
“Max é um piloto incrivelmente forte mentalmente e tem um talento fenomenal. Ele é muito focado, um grande trunfo para a equipe e um líder forte. A desvantagem, na minha opinião, é seu temperamento. Quando as coisas dão errado, ele se esforça para administrá-las e se mantém reservado. Ele tem esse lado, mas, ao mesmo tempo, acho que se ele não tivesse esse lado, ele não seria Max Verstappen”, concluiu Pérez.
A análise reforça a imagem de Verstappen como um competidor que não abre mão de nenhum centímetro na pista, característica que o levou ao topo da categoria, mas que também gerou atritos internos durante sua trajetória com “Checo” Pérez na equipe austríaca.
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