O primeiro teste em pista do novo motor Red Bull‑Ford para a F1 deixou uma impressão extremamente positiva em Barcelona. A unidade de potência, produzida integralmente em Milton Keynes pela Red Bull Powertrains em parceria com a Ford, era um dos grandes pontos de interrogação da nova era de 2026, mas começou a responder com solidez e quilometragem consistente.
Nos treinos privados realizados na Catalunha, com acesso limitado a dados e imagens, o número de voltas completadas se torna um dos principais termômetros de confiabilidade. Tanto a Red Bull quanto a Racing Bulls conseguiram andar em mais de um dia, acumulando um volume expressivo de rodagem que indica a conclusão bem‑sucedida de uma primeira fase de desenvolvimento em condições reais.
Apesar do contratempo com o acidente de Isack Hadjar na terça‑feira, a equipe principal ainda planeja colocar Max Verstappen na pista na sexta, enquanto Liam Lawson e Arvid Lindblad já somaram quilômetros valiosos para a Racing Bulls. O resultado empolgou a direção técnica.
“É um trabalho realmente impressionante da Red Bull Ford Powertrains”, elogiou Tim Goss, diretor técnico da Racing Bulls. “Chegar como ‘novato’ na Fórmula 1 e, logo no primeiro dia, completar quase 200 voltas… é fácil supor que esse nível de confiabilidade viria naturalmente, mas o que eles fizeram não pode ser subestimado.”
Segundo Goss, o comportamento da unidade de potência surpreendeu:
“O motor se comporta muito bem. Sinceramente, a facilidade de pilotagem é fantástica. A maior dificuldade, para nós e provavelmente para todas as equipes, é entender como a gestão de energia varia de uma volta para outra, de curva em curva, e ajustar tudo da melhor forma. Cabe também aos pilotos se acostumarem a essa nova dinâmica.”
A comparação real de desempenho entre motores e chassis só deve ganhar clareza nos testes oficiais do Bahrein, no próximo mês. Até lá, o foco das equipes é aprender a trabalhar com o pacote completamente remodelado exigido pelo regulamento de 2026.
“Temos novas regras aerodinâmicas, novas normas de segurança, um conjunto propulsor totalmente novo, pneus diferentes, eletrônica renovada: absolutamente tudo mudou”, reforçou Goss. “Nunca vimos uma transformação desse porte na F1. O fato de conseguirmos entrar na pista e rodar de forma consistente, tanto nós quanto a Red Bull, é realmente impressionante.”
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