A F1 estreia uma alteração importante no procedimento de largada já no GP da Austrália, primeira prova da temporada 2026. Conforme detalhado nas notas oficiais dos diretores de prova, haverá um intervalo adicional de cinco segundos antes do acendimento das luzes vermelhas, dando mais tempo para que os pilotos do fundo do grid preparem adequadamente seus novos motores para o início da corrida.
A mudança foi validada durante a última semana de testes de pré-temporada no Bahrein e responde a uma preocupação técnica diretamente ligada ao novo regulamento de unidades de potência. Com a eliminação do MGU-H — componente que acelerava o turbocompressor usando energia elétrica armazenada — os pilotos passaram a depender de rotações mais altas do motor para que o turbo funcione corretamente. Sem esse ajuste, as largadas ficavam lentas e alguns carros corriam o risco de acionar o modo anti-stall.
Como funciona o novo procedimento
Na prática, quando todos os carros estiverem posicionados no grid, uma bandeira verde será agitada no fundo do pelotão, acompanhada pelo acionamento de um painel azul piscante no pórtico de largada. Somente após os cinco segundos adicionais as luzes vermelhas começarão a acender normalmente, seguindo o ritual tradicional da largada.
A maioria dos pilotos aprovou a medida durante os treinos de largada no Bahrein. A Ferrari, no entanto, já havia antecipado o problema há algum tempo. Segundo o chefe da equipe, Fred Vasseur, a escuderia de Maranello desenvolveu um turbocompressor de menor porte justamente para lidar com essa limitação, o que lhe conferiu vantagem clara nos ensaios de largada em relação às demais equipes.
Kimi Antonelli, da Mercedes, comentou o novo sistema e reconheceu que a Ferrari segue à frente nesse aspecto específico. “Obviamente, agora com o painel azul, ficou um pouco mais fácil. Ainda assim, acertar o momento certo, gerar o impulso no instante correto, continuará sendo crucial, porque, caso contrário, você pode ter uma largada muito ruim”, avaliou o jovem italiano.
“Especialmente olhando para a Ferrari, eles parecem estar em uma posição muito forte nesse aspecto, então será importante continuar trabalhando, obviamente, porque no Bahrein tivemos um pouco de dificuldade nesse sentido. Trabalhamos muito e melhoramos, mas acho que ainda precisamos de alguns ajustes para chegar ao nível da Ferrari. Mas, quem sabe? Talvez na Austrália, na primeira corrida de domingo, tenhamos uma largada incrível, nunca se sabe”, completou Antonelli.
Outras mudanças confirmadas para Melbourne
Além do novo procedimento de largada, as notas dos diretores de prova também confirmaram a proibição do uso do pacote aerodinâmico ativo até após a primeira curva, eliminando qualquer ambiguidade sobre a possibilidade de as equipes acionarem o sistema durante a largada. Uma faixa de grama também foi adicionada na saída da curva 6 do circuito de Albert Park para reduzir a quantidade de cascalho arrastado para a pista.
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