A era dos carros da Fórmula 1 com efeito solo, reintroduzida em 2022, está com os dias contados, e a notícia é recebida com grande alívio no paddock. Para Lewis Hamilton, esta geração de regulamentos foi “provavelmente a pior” de sua longa carreira, e a visão é compartilhada por diversos colegas.
A principal razão para essa rejeição reside no design extremo e fisicamente desgastante dos monopostos. Para otimizar a carga aerodinâmica, os carros precisam rodar o mais baixo possível e com suspensões extremamente rígidas. Essa configuração resultou no infame “porpoising” (o balanço vertical) e em um desconforto físico que os pilotos consideram insustentável a longo prazo.
Veteranos como Fernando Alonso (que admitiu ter sofrido com problemas nas costas) e Pierre Gasly alertaram sobre o desgaste físico, enquanto o novato Oliver Bearman foi mais direto, classificando os carros como “terríveis”. Bearman observou que a rigidez extrema exigida para extrair desempenho frequentemente resulta em perda de confiança e noites mal dormidas devido às dores nas costas, levantando dúvidas sobre a viabilidade de uma carreira longa na F1 sob essas condições.
Para Hamilton, que passou por diversas mudanças regulatórias, a rigidez dos carros também comprometeu seu estilo de pilotagem, especialmente na fase de frenagem combinada com a entrada de curva. A necessidade de modificar um traço característico de sua pilotagem apenas reforça sua satisfação com o adeus a essa geração.
O regulamento de 2026 promete uma revolução que visa eliminar esses problemas. Com uma superfície mais plana e menos dependência da altura do solo para gerar downforce, espera-se que o efeito solo extremo e, consequentemente, o porpoising sejam eliminados. Isso deve permitir configurações de suspensão mais macias, devolvendo aos pilotos um controle mais previsível e menos doloroso sobre os carros da Fórmula 1.
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