O Grande Prêmio de Singapura era visto como a oportunidade perfeita para a McLaren se redimir após resultados desfavoráveis em Monza e Baku, e impor sua superioridade, especialmente com a Red Bull enfrentando dificuldades. As características do circuito de Marina Bay – altas temperaturas, alta degradação térmica dos pneus macios e curvas que exigem precisão na dianteira – historicamente favoreciam o carro de Woking, que havia dominado a etapa no ano anterior.
No entanto, o resultado final (P3 para Norris e P4 para Piastri) deixou um sabor agridoce, apesar da conquista do título de construtores. A McLaren não conseguiu traduzir seu potencial de ritmo de corrida em domínio total.
O principal fator por trás desse desempenho abaixo do esperado foi uma inesperada perda de sensibilidade no eixo dianteiro do carro, especialmente com os pneus mais macios. Conforme revelado por Lando Norris após o TL2, o piloto perdeu a “confiança” com a dianteira, o que comprometeu sua performance na classificação e no manuseio geral da corrida.
Andrea Stella, chefe da equipe, apontou que a mudança nos pneus em comparação com a temporada anterior teve um impacto. O composto macio, com sua janela de uso mais estreita e maior movimento nas curvas (gerando calor), colocou o MCL39 em crise.
“Lando falou sobre as dificuldades de sentir a parte dianteira. Temos comentários que destacam como a mudança dos pneus em comparação com a temporada passada tem um certo impacto,” explicou Stella.
A análise dos dados mostrou que Norris e Piastri perderam tempo nas seções intermediárias da pista, onde a precisão da dianteira é crucial para fechar a curva e preparar a tração subsequente. Os pilotos não conseguiram forçar e fechar a curva na última fase, penalizados pela falta de sensibilidade com o pneu macio.
Em contraste, Norris confirmou que se sentiu muito mais confortável com os compostos médios e duros durante a corrida, que ofereciam mais aderência na dianteira e se assemelhavam à sensação do carro do ano anterior.
Singapura, portanto, serviu como um lembrete para a McLaren: mesmo em uma temporada de sucesso, a dificuldade em fazer o carro funcionar de forma otimizada em condições específicas, como o uso do pneu mais macio, ainda pode ser o detalhe que impede o domínio total.
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