O piloto norte-americano Colton Herta reafirmou que mantém a meta de estrear na Fórmula 1 até a temporada 2028, ancorado em sua ligação direta com o projeto da Cadillac F1. Em entrevista ao portal Motorsport.com, o vice-campeão da Indy de 2024 reconheceu as dificuldades profundas em seu ano de estreia na Fórmula 2 pela equipe Hitech, mas garantiu que seu rendimento em ensaios privados com monopostos da categoria máxima sustenta sua esperança de alcançar o grid nos próximos dois anos.
A temporada europeia de Herta tem sido marcada por entraves crônicos de adaptação aos compostos da Pirelli e ao gerenciamento de corrida no automobilismo de base. Ocupando apenas a 19ª colocação na tabela de pontos, com 26 tentos e um quinto lugar em sprint como ápice, o californiano viu distanciar-se a meta pública traçada por Dan Towriss, CEO da Cadillac, que esperava vê-lo no top-10 do campeonato.
Contraste entre a crise na F2 e a velocidade nos testes de F1
O piloto não escondeu a perplexidade com o déficit de velocidade em fins de semana competitivos, que culminou em uma desvantagem superior a três segundos na classificação para a etapa de Baku.
“Não está claro por que não conseguimos ter um fim de semana consistente com desempenho forte. Acho simplesmente incompreensível ter ficado três segundos atrás na classificação aqui. Isso não faz sentido algum para mim”, desabafou Herta.
Em contrapartida, os testes de simulador e a recente sessão de TPC (Testes com Carros Anteriores) realizada na última segunda-feira trouxeram dados animadores para a engenharia da montadora americana.
“Tenho trabalhado muito com a equipe de F1 em simulações e no TPC o ritmo foi realmente forte. Por alguma razão, isso não está se refletindo na F2”, explicou o titular da Hitech.
Futuro indefinido para 2027 e recusa a novo ano na base
Diante da falta de evolução no grid de acesso, Herta praticamente descartou disputar uma segunda temporada na Fórmula 2, priorizando funções internas dentro do organograma da Cadillac para 2027.
“Eu disse que não tenho interesse. Se houvesse um progresso claro, seria interessante voltar, mas não há progresso”, destacou o piloto ao avaliar o cenário esportivo.
Sobre o retorno aos Estados Unidos ou a permanência na Europa, Herta manteve foco total no Mundial: “Tudo depende de como será o próximo ano. Meu foco ainda é chegar à F1, e ainda acho que tenho uma chance nos próximos dois anos. Preciso aguardar para ver os planos da Cadillac”.
O piloto concluiu mapeando as possibilidades operacionais: “Poderia ser um papel de reserva ou de piloto de testes? Se for esse o caso, em que outras categorias eu correria para me manter ocupado? Só poderei organizar tudo quando tivermos planos concretos”.
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