O proprietário da Chip Ganassi Racing, Chip Ganassi, traçou publicamente o perfil exigido para o substituto de Scott Dixon no carro #9 a partir da temporada 2027 da IndyCar. O dirigente confirmou ter recebido sondagens de nomes consagrados mundialmente, mas descartou a contratação de veteranos irredutíveis — a quem comparou a “cachorros velhos que não aprendem novos truques” —, priorizando um competidor com margem de evolução para assimilar a filosofia técnica da organização.
A movimentação nos bastidores ocorre após a transferência histórica de Dixon para a Arrow McLaren, encerrando mais de duas décadas de uma das alianças mais vitoriosas do automobilismo internacional. Com o assento vago, o chefe de equipe ressaltou a busca pelo talento ideal sem tentar criar uma cópia do hexacampeão.
Procura intensa e filosofia de integração interna
Ganassi revelou que os telefones da sede em Indianápolis não pararam de tocar, atraindo interesse tanto de pilotos do atual grid norte-americano quanto de competidores internacionais de primeira linha.
“Eu gostaria de poder dizer sim para todo mundo que liga, porque tivemos algumas conversas interessantes com gente de fora da categoria, alguns bem famosos por sinal”, comentou Chip.
O proprietário citou a máxima ensinada por Mo Nunn, histórico engenheiro e construtor da categoria: “Morris dizia que você sempre tem que pegar o melhor piloto disponível, e é isso que tentamos fazer. Eu sempre quis ter uma equipe pela qual os pilotos quisessem correr”.
Transparência de dados e mentalidade aberta são pré-requisitos
Para assumir o carro #9, o candidato precisará demonstrar espírito coletivo irrestrito, integrando-se à rotina onde todos os pilotos compartilham telemetria na mesma sala de engenharia após cada treino.
“Eu não quero que alguém seja outra pessoa. Desejo alguém com personalidade própria e a quem o grupo possa ensinar algo. Que tenha a mente aberta, que não seja como um cachorro velho que recusa novos truques”, enfatizou Ganassi.
O dirigente reforçou a exigência comportamental: “Somos um livro aberto por aqui, então eles têm que ser um livro aberto com os companheiros de equipe. Procuro alguém com garra, velocidade e que queira ser um grande parceiro de trabalho”.
Ao relembrar a formação de Dixon, Ganassi concluiu: “Nós o vimos se desenvolver de um jovem à vida adulta. Foi um privilégio fazer parte disso e desfrutar do sucesso de Scott. Agora, é hora de iniciar um novo ciclo”.
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